"Contudo, desde o aparecimento dos sapiens, há mais ou menos 1 milhão de anos, o ser humano tem buscado caminhos para viver uma vida longa ou eterna; essa tem sido a meta", escreve colunista.
Colunista Edinázio Vieira. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
Os animais têm vida longa. O tubarão da Groenlândia pode viver 500 anos, as baleias vivem 200 anos, e os mexilhões do Rio vivem 289 anos. Os estudos apontam que a raça humana teve muitos desacertos desde o seu surgimento, e as questões climáticas e os desastres ambientais causaram quase a extinção completa. Contudo, desde o aparecimento dos sapiens, há mais ou menos 1 milhão de anos, o ser humano tem buscado caminhos para viver uma vida longa ou eterna; essa tem sido a meta.
O surgimento da medicina e das ciências afins tem alimentado a busca pela eternidade.
A religião foi a base para a construção das civilizações. Inserir-se num processo religioso conduzia o ser humano para um mundo subjetivo que ao mesmo tempo aprisionava e libertava. Observe que os sacerdotes, feiticeiros, papas, pastores ou qualquer líder religioso sempre estiveram à frente das civilizações. Isso evoluiu tanto que, no século XXI, esses líderes assumem ministérios, governam Estados e influenciam de maneira intensa a política, sempre empurrando o fundamentalismo com o intuito de amedrontar e controlar a raça humana.
O ser humano se assustou com tudo aquilo que viu: o ar, os rios, todas as espécies de animais, o sol, as estrelas, a chuva, o trovão e os relâmpagos. Esses fenômenos, em particular, assombraram a população humana. Então, desde o princípio, o ser humano buscou sair desse estado através das divindades. Isso ocorre em todo o planeta. Enquanto isso, o Ocidente se agarrou ao cristianismo e fez todo o seu processo evolutivo baseado nesse cristianismo, adotando uma espécie de regra moral e controle de regras sociais. A fé se multiplicou, levando as comunidades ao abandono para suportar as tiranias. Essa regra de fé tem influenciado a organização doméstica, tais como o casamento, a união entre as famílias e os grupos sociais e empresariais, mesmo que esses não professam a fé em Cristo, pois já estão psicologicamente tatuados pela regra do bem e do mal, uma mensagem cristã.
Não fugirei do tema, mas é necessário introduzir alguns elementos para que o leitor compreenda o contexto. A religião no mundo inteiro ocupa as mentes humanas, conduzindo-as para uma espécie de "libertação", transporte além da vida ou um gozo eterno, seja o cristianismo ou o islamismo. Alerto que muitos intelectuais torceram o nariz para o cristianismo, mas se entregaram ao mundo da mitologia, uma ficção elaborada para o divertimento das almas penadas da Idade Medieval, Moderna e parte da Contemporânea.
Contudo, enxergo que a filosofia e a mitologia caminharam juntas, substituindo a religião para os grupos mais intelectualizados. Buscava-se um viés sociológico para o sincretismo africano, classificando-o como cultural e ignorando os evangélicos. Isso reflete a exploração do cristianismo como modelo do mundo ocidental.
Não estranhe se a geração futura buscar em Paulo, Marcos e João fontes para estudos filosóficos e partículas para os estudos acadêmicos no curso de História.
A fé está intrinsecamente ligada à construção de pensamentos. Hoje, a neurociência revela que o cérebro pode construir as "verdades", as "realidades". Sem essa fé, a humanidade estaria reduzida numericamente, pois não somos como os animais, que podem viver 500 anos, ou como algumas espécies que podem viver eternamente. Entender Deus está além das limitações humanas; Ele existe. No entanto, ao contrário do que muitos afirmam, Deus não é o que disseram, propagaram ou escreveram. Ele é. Ele é o Deus que criou tudo.
3
4
11:20, 13 Fev
27
°c
Fonte: OpenWeather
Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.
São os guerreiros das timelines, os soldados das notificações, os defensores da causa invisível.
"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
mais notícias
+