O sindicato alega que a gestão municipal não tem condições de manter a segurança dos professores e alunos devido as fortes chuvas que atingem a cidade.
Simpere critica Prefeitura do Recife e cobra suspensão das aulas. Foto: Divulgação
O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) criticou a decisão da Prefeitura do Recife de manter as aulas presenciais nos turnos da tarde e da noite mesmo após a emissão de alerta vermelho por causa das fortes chuvas na capital pernambucana nesta terça-feira, 7 de abril.
A manifestação do sindicato ocorreu depois que a Secretaria de Educação do Recife informou que as atividades presenciais seguiriam normalmente nesses horários. A decisão gerou reação imediata da entidade que representa professores da rede municipal.
Em nota, o Simpere afirmou que a prioridade deve ser a preservação da vida e da segurança de professores, alunos e demais integrantes da comunidade escolar. O sindicato orientou os profissionais a evitarem deslocamentos que considerem desnecessários e que possam expor pessoas a situações de risco.
O sindicato declarou que a cidade enfrenta alagamentos em diversos pontos e já registra acidentes graves em decorrência das chuvas. A entidade afirmou que a Prefeitura não consegue garantir condições seguras de deslocamento para professores e estudantes até as unidades de ensino.
"Diante das fortes chuvas no Recife, reforçamos: a prioridade é a sua vida e segurança. Evite deslocamentos desnecessários e situações de risco nas unidades de ensino. Exigimos a suspensão das aulas nos turnos da tarde e noite, porque não dá pra fingir normalidade enquanto a cidade enfrenta alagamentos e já registra acidentes graves. A prefeitura não pode garantir o translado em segurança de professoras e professores e nem da comunidade escolar", diz o comunicado.
O posicionamento do Simpere citou diretamente o alerta emitido pela APAC (Agência Pernambucana de Águas e Clima), que recomendou a manutenção apenas de atividades consideradas essenciais durante o período de maior risco.
O sindicato reforçou que não se trata apenas de uma preocupação com os professores, mas com toda a comunidade escolar. A nota ressaltou que muitos estudantes dependem de transporte público e percorrem áreas que apresentam pontos de alagamento.
A Secretaria de Educação do Recife, por sua vez, informou que manteria as aulas presenciais nesses turnos, mesmo diante do alerta. A decisão motivou o pedido formal do sindicato para que a Prefeitura revise o posicionamento.
O Simpere afirmou que a Prefeitura não possui condições de assegurar o translado em segurança dos profissionais e dos alunos. A entidade destacou que a recomendação da Apac deveria orientar as decisões relacionadas ao funcionamento dos serviços públicos durante o período de risco.
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17:46, 07 Abr
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Além das vítimas, os transtornos incluem alagamentos em diversas vias, suspensão de aulas e alertas das autoridades para novos riscos.
Diante da situação, a prefeitura decidiu suspender os serviços não essenciais como forma de prevenção e para reduzir os riscos à população.
O levantamento aponta volumes significativos de precipitação em diversas cidades, principalmente na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata.
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