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Bolsonarista, Oswaldo Eustáquio diz ao MP que foi torturado na prisão; veja vídeo

Atualmente, o ativista cumpre pena em regime domiciliar.

24 de maio de 2021 às 14:59

O bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que é alvo do STF no inquérito dos atos antidemocráticos, afirmou em depoimento ao Ministério Público do Distrito Federal, no último dia 11 de maio, que foi torturado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Atualmente, Eustáquio cumpre pena em regime domiciliar. O bolsonarista, ficou preso em duas ocasiões na Papuda por ordem do STF, afirmou que foi espancado por policiais penais em 18 de dezembro, dia em que foi detido após decisão de Alexandre de Moraes. O depoimento foi motivado por um aviso do Ministério dos Direitos Humanos ao MP do DF.

“Fui espancado e torturado. Só terminou quando fiquei inconsciente. É uma dor descomunal, que não consigo expressar, porque as dores vão se misturando”, afirmou Eustáquio, no depoimento.

https://www.youtube.com/watch?v=ZFoVW9uHtWg De acordo com seu relato, Eustáquio discutiu com um policial penal da Papuda à noite, poucas horas após ter chegado à cadeia.

O bate-boca começou depois que um policial o chamou de “animal” por não ter comido a marmita do jantar. Em resposta, o policial avisou que Eustáquio seria castigado, e toda a ala ficaria sem banho de sol. Ver mais: >> Jornalista Oswaldo Eustáquio recebe laudo com quadro de paraplegia No caminho para a cela solitária, chamada de “P-zero”, o preso foi cobrado pelos policiais que encontrava.
“Eles me disseram: ‘Tem que pedir licença’, e eu pedi. ‘É licença, seu polícia’. Então segui a ordem. Pouco depois levei um tapa. ‘Tem que pedir licença para todos os policiais. Se forem dez policiais, tem que pedir dez vezes’. No fim do corredor, levei um golpe de cassetete”, seguiu o depoimento.
Em seguida, ainda de acordo com o que relatou ao MP, Eustáquio foi novamente xingado de animal, e forçado pelos policiais penais a se chamar de animal.
“Um deles me deu uma chave de braço, e outro em outro braço, os dois torcendo minhas mãos. Um terceiro veio e me enforcou com o cassetete. Não sabia onde sentir dor. Comecei a passar mal. Quando o policial parou de me enforcar, me jogaram no rosto uma espécie de chantilly ou creme de barbear de pimenta. Perdi os sensos. Me enforcaram de novo, e depois mais spray. Foi a última lembrança antes de acordar numa solitária, sem camiseta e com marcas no corpo”, contou.
Segundo o ativista, não houve exame de corpo de delito, medida que poderia atestar seu estado físico na carceragem.

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