A suspensão dos produtos teve origem em uma inspeção realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo.
15 de maio de 2026 às 15:08 - Atualizado às 15:18
Produtor Ypê contaminados por bactéria Pseudomonas aeruginosa. Créditos: Reprodução/Divulgação
Consumidores que adquiriram produtos da Ypê incluídos na suspensão determinada pela Anvisa já podem solicitar reembolso diretamente pelos canais da empresa. Em comunicado a fabricante informou que disponibilizou um sistema para registro de pedidos relacionados aos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes atingidos pela medida.
A orientação ocorre em razão da decisão da Anvisa de manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da marca. Nesta sexta-feira, 15, a diretoria colegiada da agência derrubou os efeitos do recurso apresentado pela Ypê no último dia 8 e confirmou a continuidade das restrições sanitárias.
Segundo a empresa, o consumidor deve abrir um protocolo de atendimento para receber orientações sobre troca, reembolso ou demais procedimentos relacionados aos produtos. O cadastro exige dados como CPF, e-mail e chave Pix para devolução dos valores. O envio da nota ou cupom fiscal da compra, porém, não é obrigatório. Após o registro, o sistema gera um código para acompanhamento da solicitação.
A suspensão dos produtos teve origem em uma inspeção conjunta realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo, no interior paulista. Segundo a agência, foram identificadas 76 irregularidades no processo produtivo da Química Amparo, fabricante da Ypê.
Entre os problemas apontados estão falhas no sistema de garantia da qualidade e no controle microbiológico, incluindo a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos.
No último dia 8, a Ypê apresentou recurso administrativo e conseguiu suspender temporariamente os efeitos da proibição. Mesmo assim, a Anvisa continuou orientando os consumidores a evitarem o uso dos produtos afetados e a procurarem o serviço de atendimento da empresa.
Estadão Conteúdo
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