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Washington Olivetto, ícone da publicidade brasileira, morre aos 73 anos

Ganhador de mais de 50 prêmios no Festival de Cannes, o publicitário foi responsável por criar propagandas de sucesso como o garoto da Bombril.

Gabriel Alves

14 de outubro de 2024 às 09:19   - Atualizado às 10:01

Washington Olivetto.

Washington Olivetto. Foto: Reprodução/Instagram. Edição: Portal de Prefeitura

O publicitário Washington Olivetto, faleceu aos 73 anos na noite deste domingo, 13. Olivetto estava internado há quatro meses no Hospital Copa Star, na Zona Sul carioca, e faleceu por complicações de uma cirurgia de pulmão realizada em São Paulo, dias atrás.

Ao longo de sua carreira, o publicitário ganhou mais de 50 prêmios no Festival de Publicidade de Cannes (França). Ele também é o único publicitário não anglófono a integrar o Hall da Fama do The One Club de Nova York. Nascido na Lapa, em São Paulo (SP), fundou, junto com sócios, a agência W/Brasil, em 1986. Foi o responsável por propagandas icônicas, como o garoto da Bombril e o retrato pixelado de Hitler para o jornal "Folha de S.Paulo", em 1987. Era considerado o publicitário mais premiado do Brasil.

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Aficionado por futebol, foi vice-presidente do Corinthians na década de 1980, sendo um dos criadores do movimento da Democracia Corinthiana. Olivetto deixa três filhos: Homero, Antônia e Theo.

Publicitários do mundo da comunicação e da propaganda lamentaram sua partida.

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"Ele é praticamente Abraão, que teve um monte de filhos. Depois, são variações adequadas ao tempo. Mas a boa escola vem dele. Quando falam que ele foi um dos maiores publicitários brasileiro, não, está errado. Foi o maior publicitário brasileiro", disse Nizan Guanaes sobre o amigo, em entrevista exclusiva ao Estadão.

"Washington Olivetto foi um dos gênios da indústria criativa brasileira e um dos principais parceiros da Globo na construção de um mercado publicitário nacional potente, relevante e inovador. Sentiremos falta da sua fantástica capacidade de entender, interpretar e se comunicar com o Brasil, através de campanhas memoráveis que inspiraram e emocionaram gerações. À família, aos amigos e aos companheiros de trabalho, enviamos nosso abraço carinhoso", diz Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo.

"Perdemos Washington Olivetto, o maior publicitário de todos os tempos. Um talento raro, uma pessoa culta e divertida, sofisticada e popular, um amigo elegante e legal, um corinthiano fanático, um cidadão do mundo. Foi muito além da publicidade, virou um artista pop, formador de opinião, sem nunca perder a leveza e o humor. Fez a publicidade brasileira ganhar asas e se tornar uma das mais premiadas do mundo. Ganhou seu primeiro prêmio em Cannes com apenas 19 anos. Brilhou na DPZ, onde revolucionou o cinema publicitário, fundou a W/Brasil e sempre criou campanhas memoráveis que entraram na cultura popular. ‘O Garoto Bombril’ , ‘o homem de 40 anos’, ‘o casal Rodolfo e Anita do Itaú’, ‘Unibanco 30 Horas’, ‘O primeiro sutiã’ da Valisere, o Cachorrinho da Cofap, os meninos do DDD, o Bra de Bradesco, muitas campanhas fantásticas que ficarão para sempre na nossa memória afetiva", lamentou o presidente do Cenp-Meios, Luiz Lara.

"Toda profissão tem um camisa 10, um cara que é outstanding (fora do comum) (...). No mundo todo talvez não tenha um profissional com tantos leões quanto ele em Cannes. Ele deu vida à propaganda brasileira, tornou a propaganda brasileira numa profissão socialmente aceita. Ser publicitário passou a ser viável para muita gente que era doutor, que corria atrás de diploma", diz Paulo de Tarso da Cunha Santos, que é estrategista de comunicação política.

"Com obras memoráveis como "O Primeiro Sutiã" e "O Garoto da Bombril", foi visionário ao perceber que publicidade e cultura popular precisavam caminhar juntas. E transformou o ser publicitário em motivo de orgulho. Seu legado transcende prêmios e moldou nossa indústria. O vazio que deixa é imenso, mas seu impacto é eterno", disse Ray.

O diretor de TV José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, lamentou a morte de Olivetto nas redes.

"Quem não se lembra do cachorrinho da Cofap, do garoto Bombril, do primeiro sutiã e do genial "Hitler para Folha". Ele nunca parou de criar, sempre recebia dele alguma ideia, um bom texto, um divertido carinho. Vai fazer falta na minha vida", escreveu Boninho.

Estadão Conteúdo
 

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