Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, nesta terça-feira, 11 de fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, ao final de seu mandato, os gestores municipais pedirão que ele “fique” no cargo.
“Quando terminar o meu mandato, vocês vão dizer: ‘Lulinha, fica’. Vocês vão dizer isso porque nós precisamos de um presidente que goste de nós”, declarou Lula.
O petista enfatizou seu compromisso com os prefeitos.
“Não precisa ninguém falar, não precisa ninguém falar. Eu sou muito humilde, mas eu duvido que na história desse país, teve um presidente que já cuidou dos prefeitos, como eu cuidei, em dois mandatos. E vou repetir agora. Quando terminar o meu mandato, vocês vão dizer, Lulinha, Lulinha, fica. Tão dizendo isso porque nós precisamos de um presidente que cuide de nós.”
A declaração foi recebida com aplausos pelo público e por políticos presentes. Entre os políticos estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro Alexandre Padilha e o novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os evangélicos segue estremecida. Um levantamento da AtlasIntel, divulgado nesta terça-feira, 11 de fevereiro, mostra que 80,1% desse grupo desaprova a gestão petista.
Este grupo se tornou o segmento religioso mais crítico ao governo.
Enquanto isso, em todos os outros recortes religiosos, católicos, crentes sem religião, adeptos de outras religiões, agnósticos e ateus, a aprovação do petista supera a desaprovação.
A pesquisa também indica que a popularidade do presidente caiu entre dezembro e janeiro. A aprovação do seu desempenho passou de 47,8% para 45,9%, enquanto a desaprovação subiu de 49,8% para 51,4%.
A resistência dos evangélicos a Lula pode ser explicada por uma série de fatores. Estes fatores incluem o alinhamento de grande parte desse público com pautas conservadoras e a influência de lideranças religiosas que se opõem ao governo.
Na última eleição, o segmento foi um dos mais favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que frequentemente mobiliza o apoio desse eleitorado.
A pesquisa ouviu 3.125 pessoas entre os dias 27 e 31 de janeiro. Esta pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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