Mãe e criança trans. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
Cinthya, mãe de uma criança transexual de 7 anos chamada Miguel, utilizou as redes sociais para compartilhar a jornada de transição do filho, iniciada quando ele tinha 5 anos. Com mais de 110 mil seguidores no Instagram, ela relata o processo vivido por Miguel, que nasceu como Maria Eduarda e atualmente atende pelo nome de Miguel. Ele tem uma irmã gêmea chamada Sofia. (veja vídeo abaixo)
Recentemente, Cinthya publicou um vídeo descrevendo parte da devolutiva da psicóloga que acompanha Miguel há mais de um ano. No vídeo, ela se apresenta e explica o contexto do relato:
“Pra quem não me conhece, eu sou a Cinthya, eu sou mãe de uma criança trans, o Miguel, de 7 anos, em transição desde os 5 e, hoje eu quero ler para vocês, um trecho da devolutiva da psicóloga do Miguel”, inicia ela.
A mãe destaca o bem-estar emocional de Miguel, conforme apontado pela psicóloga:
“Aproveita para adiantar que o Miguel está muito bem. Ele têm apresentado um humor estável e emoções condizentes com a sua idade. Embora ele ainda não goste muito de abordar o passado, o que é compreensível. Ele tem lidado de forma mais tranquila com questões de identidade de gênero. Pelas minhas observações, Miguel se revela ser uma criança trans sem demonstrar dúvidas ou hesitação em relação ao seu gênero masculino. Ele mostra-se muito feliz e confortável com respeito ao seu gênero, o que tem contribuído positivamente para o seu bem-estar geral.”
No relatório, a profissional também reforça a relevância do suporte recebido por Miguel nos diferentes ambientes que frequenta:
“É muito importante todo apoio e acolhimento que ele tem recebido da família, escola e todos os espaços que ele frequenta. O acompanhamento psicoterapêutico será essencial no período da puberdade por ser uma fase de grandes mudanças. Por enquanto, ele é só uma criança, vivendo como criança”, explica a psicóloga.
O governo do presidente Lula (PT) decidiu reduzir a idade para que adolescentes trans possam realizar tratamento hormonal e procedimentos cirúrgicos.
As mudanças foram divulgadas pela portaria do Ministério da Saúde e obtidas pela Folha de S.Paulo. De acordo com o documento, a idade mínima para realizar procedimentos cirúrgicos, como a mastectomia (retirada das mamas), foi reduzida de 21 para 18 anos. Já a faixa etária para o uso de hormônios foi reduzida de 18 para 16 anos, com autorização dos pais.
Os bloqueadores de puberdade, que evitam o desenvolvimento das características sexuais secundárias, como o crescimento das mamas, poderão ser utilizados a partir dos primeiros sinais da puberdade, por volta dos 12 anos, no estágio conhecido como Tanner 2.
A diminuição das idades mínimas para cirurgias e tratamentos hormonais está em conformidade com a Resolução 2.265/2019 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define as diretrizes éticas para o atendimento a pacientes trans. Muitos serviços de saúde no país já adotavam esses limites de idade com base nessa resolução.
O Conselho Federal de Medicina exige que o bloqueio puberal seja feito exclusivamente em caráter experimental, com rigoroso controle, coleta de dados e monitoramento para avaliar sua segurança e eficácia. Já a portaria do Ministério da Saúde não estabelece essa exigência.
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