O comunicador ainda disse que o governo utiliza a data como "munição para manter o discurso" e sugeriu que o Executivo estaria criando uma narrativa em torno do episódio.
Eduardo Oinegue e Lula. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O jornalista Eduardo Oinegue criticou, durante um programa de rádio na Band, na manhã desta quarta-feira, 8 janeiro, o evento realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para relembrar os atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo Lula, o evento desta quarta-feira foi uma forma de rememorar a data e reforçar a resistência da democracia brasileira. Oinegue, no entanto, afirmou que o governo utiliza a data como “munição para manter o discurso” e sugeriu que o Executivo estaria criando uma narrativa em torno do episódio.
"Olha, quando um governo não tem uma agenda muito clara de realizações, começa a ver de onde pode tirar munição para ter discurso. Então inventaram esse tal de abraço da democracia, dois anos do 8 de janeiro. A democracia brasileira não correu riscos no dia 8 de janeiro. Ainda que tenha havido uma invasão dos prédios, que é uma coisa inaceitável e todos devem ser condenados. Eu sou absolutamente a favor da condenação dos envolvidos. Se há 15 anos, 12 anos, 8 anos, podemos discutir caso a caso de novo, caso a caso", afirmou Oinegue.
O jornalista ainda afirmou que o Brasil não sofreu risco de levar um golpe daquelas pessoas, e que o governo sabe disso.
"Agora, o governo que sabe que o Lula em nenhum momento correu o risco de perder o cargo de presidente por causa do 8 de janeiro, o presidente da câmara, o presidente do senado, o presidente do supremo criarem o abraço da democracia, descerem a rampa, desculpa, eu acho que a gente tem que ter comemoração pelos 30 anos do plano real, a gente tem que ter uma comemoração pelo fim do regime militar, tem que ter uma comemoração pela data da nossa constituição, tem que ter uma comemoração pela independência do Brasil, tem que ter uma comemoração pela proclamação da república", concluiu.
"Hoje é dia de dizermos em alto e bom som: ainda estamos aqui. Estamos aqui para dizer que estamos vivos e que a democracia está viva, ao contrário do que planejavam os golpistas de 8 de janeiro de 2023".
Com essas palavras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso em ato no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (8), para marcar os dois anos da tentativa frustrada de golpe de Estado em 2023.
A frase inicial faz uma referência ao filme "Ainda estou aqui", dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres - ganhadora do Globo de Ouro - sobre a trajetória de Eunice Paiva durante a ditadura militar, após ter o marido, Rubens Paiva, preso e assassinado pelo regime. A cerimônia no Planalto contou com a presença de ministros, parlamentares, governadores e representantes dos Três Poderes, além dos comandantes das Forças Armadas, a quem o presidente fez questão de agradecer pela participação.
"Estamos aqui para lembrar que, se estamos aqui, é porque a democracia venceu. Caso contrário, muitos de nós talvez estivéssemos presos, exilados ou mortos, como aconteceu no passado. E não permitiremos que aconteça outra vez", prosseguiu Lula.
Em uma cerimônia anterior, o presidente recebeu de volta 21 obras de arte e peças do acervo cultural do Palácio do Planalto, que haviam sido vandalizadas pelos invasores no dia 8 de janeiro de 2023, entre elas, um relógio suíço do século 18 que pertenceu a Dom João VI e a icônica pintura As Mulatas, de Di Cavalcanti.
Após a cerimônia no Salão Nobre do Planalto, Lula e as autoridades desceram a rampa do palácio para um ato na Praça dos Três Poderes, batizado de Abraço da Democracia, com a presença de populares e movimentos sociais.
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