Chaves de casa. Foto: Freepik
A classe média agora tem mais chances de conquistar a casa própria com condições facilitadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 10 de outubro, um novo modelo de crédito habitacional que amplia o acesso ao financiamento para famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, um público que, até então, ficava fora dos principais programas de habitação social.
O novo modelo reestrutura o uso da poupança no país e pretende destravar a oferta de crédito imobiliário, justamente em um momento em que os financiamentos vinham perdendo força.
A principal novidade é que a Caixa Econômica Federal volta a financiar até 80% do valor do imóvel, com teto de R$ 2,25 milhões, por meio do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Veja os principais pontos do novo crédito habitacional:
Financiamento de até 80% do valor do imóvel
Limite do imóvel financiado sobe de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões
Famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil poderão acessar essa nova linha
Taxa de juros limitada a 12% ao ano
Operações serão feitas pelo SFH
Para viabilizar o novo modelo, o governo também anunciou o fim dos depósitos compulsórios do setor habitacional junto ao Banco Central. Isso significa que, após uma fase de transição, todo o volume de recursos da caderneta de poupança passará a ser usado como referência direta para o crédito imobiliário.
Atualmente, do total captado na poupança, 65% deve ir para o crédito habitacional, 15% fica livre para os bancos, e 20% precisa ser mantido como depósito compulsório no BC. Essa última parte será eliminada gradualmente.
Com as novas regras, a expectativa do governo é financiar cerca de 80 mil moradias até 2026, ampliando o acesso à habitação para um público que costuma ficar no "meio do caminho": não tem renda baixa o suficiente para o Minha Casa, Minha Vida, mas também não consegue acesso fácil ao crédito tradicional.
Atualmente, o MCMV atende famílias com renda de até R$ 12 mil, oferecendo juros mais baixos e subsídios. Já essa nova linha mira um público com renda um pouco maior, mas ainda com dificuldades de acesso ao crédito imobiliário em boas condições.
Por que essa mudança agora?
O mercado de crédito habitacional sentiu os efeitos da alta da Selic nos últimos anos. Com os juros elevados, investidores migraram da poupança para aplicações mais rentáveis, o que gerou forte saída de recursos. Em números:
2023: saques líquidos de R$ 87,8 bilhões
2024: saques líquidos de R$ 15,5 bilhões
2025 (até agora): resgate líquido de R$ 78,5 bilhões
Com menos dinheiro na poupança, os bancos tiveram menos recursos para emprestar via SFH, e o setor desacelerou.
Com informação da Agência Brasil
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