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Novo crédito habitacional: veja como financiar até 80% do valor da casa própria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 10 de outubro, o novo modelo de crédito habitacional.

Fernanda Diniz

10 de outubro de 2025 às 16:45   - Atualizado às 17:09

Chaves de casa.

Chaves de casa. Foto: Freepik

A classe média agora tem mais chances de conquistar a casa própria com condições facilitadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 10 de outubro, um novo modelo de crédito habitacional que amplia o acesso ao financiamento para famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, um público que, até então, ficava fora dos principais programas de habitação social.

O novo modelo reestrutura o uso da poupança no país e pretende destravar a oferta de crédito imobiliário, justamente em um momento em que os financiamentos vinham perdendo força.

A principal novidade é que a Caixa Econômica Federal volta a financiar até 80% do valor do imóvel, com teto de R$ 2,25 milhões, por meio do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Veja os principais pontos do novo crédito habitacional:

Veja Também

Financiamento de até 80% do valor do imóvel

Limite do imóvel financiado sobe de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões

Famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil poderão acessar essa nova linha

Taxa de juros limitada a 12% ao ano

Operações serão feitas pelo SFH

O que muda na poupança

Para viabilizar o novo modelo, o governo também anunciou o fim dos depósitos compulsórios do setor habitacional junto ao Banco Central. Isso significa que, após uma fase de transição, todo o volume de recursos da caderneta de poupança passará a ser usado como referência direta para o crédito imobiliário.

Atualmente, do total captado na poupança, 65% deve ir para o crédito habitacional, 15% fica livre para os bancos, e 20% precisa ser mantido como depósito compulsório no BC. Essa última parte será eliminada gradualmente.

Mais moradias até 2026

Com as novas regras, a expectativa do governo é financiar cerca de 80 mil moradias até 2026, ampliando o acesso à habitação para um público que costuma ficar no "meio do caminho": não tem renda baixa o suficiente para o Minha Casa, Minha Vida, mas também não consegue acesso fácil ao crédito tradicional.

Atualmente, o MCMV atende famílias com renda de até R$ 12 mil, oferecendo juros mais baixos e subsídios. Já essa nova linha mira um público com renda um pouco maior, mas ainda com dificuldades de acesso ao crédito imobiliário em boas condições.

Por que essa mudança agora?

O mercado de crédito habitacional sentiu os efeitos da alta da Selic nos últimos anos. Com os juros elevados, investidores migraram da poupança para aplicações mais rentáveis, o que gerou forte saída de recursos. Em números:

2023: saques líquidos de R$ 87,8 bilhões

2024: saques líquidos de R$ 15,5 bilhões

2025 (até agora): resgate líquido de R$ 78,5 bilhões

Com menos dinheiro na poupança, os bancos tiveram menos recursos para emprestar via SFH, e o setor desacelerou. 

Com informação da Agência Brasil 

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