Pessoa apertando botões de elevador. Foto: Freepik
O tema da segurança em elevadores voltou a chamar atenção após um levantamento revelar que, em média, uma pessoa morre a cada dez dias em acidentes envolvendo esses equipamentos no Brasil.
O dado expõe a fragilidade na manutenção e no controle de segurança de muitos prédios, tanto públicos quanto privados, e reacende o debate sobre a responsabilidade na gestão condominial.
Especialistas alertam que a manutenção preventiva mensal continua sendo a principal forma de evitar falhas e acidentes.
O procedimento, considerado básico, garante que possíveis defeitos sejam identificados antes que comprometam o funcionamento do elevador. Ainda assim, muitos edifícios ignoram a regularidade dessas inspeções.
Quando os problemas são detectados tardiamente, o risco de falhas mecânicas, elétricas ou eletrônicas aumenta, colocando vidas em perigo.
Os técnicos destacam que o cuidado com o elevador deve ir além da simples correção de defeitos.
A recomendação é que o equipamento passe por uma modernização completa a cada 10 ou 15 anos. Esse processo atualiza sistemas de segurança, substitui peças antigas e garante que o elevador opere de acordo com os padrões mais recentes da indústria.
Apesar do custo ser alto, cerca de 40% do valor original do equipamento, o investimento se mostra essencial para preservar a segurança dos usuários e o bom funcionamento dos prédios.
Síndicos e usuários também têm papel importante na prevenção. Pequenos sinais podem indicar que algo não está bem. Entre os principais, estão o desnível entre a cabine e o andar, barulhos fora do comum, paradas bruscas e solavancos durante o trajeto.
Quando qualquer um desses indícios aparece, a orientação é comunicar imediatamente a empresa responsável pela manutenção.
Especialistas reforçam que síndicos, zeladores ou moradores nunca devem tentar resgatar pessoas presas no elevador.
Essa tarefa é exclusiva de bombeiros ou técnicos habilitados, pois qualquer tentativa sem preparo pode agravar a situação e causar novos acidentes.
A falta de manutenção regular ainda é um problema recorrente no país. Em muitos condomínios, o custo da inspeção preventiva é visto como gasto, e não como investimento em segurança.
Essa visão acaba atrasando intervenções necessárias e aumentando os riscos para quem utiliza o equipamento diariamente. Outro ponto que especialistas destacam é a ausência de uma cultura de fiscalização.
Mesmo quando há normas que exigem inspeções periódicas, nem sempre há acompanhamento rigoroso do cumprimento dessas obrigações.
A rotina de um elevador envolve milhares de deslocamentos por ano. Por isso, a atenção aos detalhes é essencial. Um simples ruído diferente, uma vibração incomum ou uma leve diferença de altura entre o piso e a cabine podem ser sinais de desgaste ou mau funcionamento. Ignorar esses sinais é abrir espaço para o imprevisto.
A responsabilidade pela segurança não está apenas nas mãos das empresas que fazem a manutenção, mas também dos gestores condominiais.
Síndicos precisam acompanhar de perto o histórico de revisões, exigir comprovantes de serviço e manter contato com empresas credenciadas e de confiança.
A discussão sobre os acidentes reforça a necessidade de conscientização e de uma cultura de prevenção.
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