Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Foto: Reprodução/@ufpe.oficial
A UFPE no Ranking de Xangai 2026 apresentou avanço no cenário nacional e manteve a presença entre as mil universidades mais bem avaliadas do mundo. A Universidade Federal de Pernambuco aparece na 13ª colocação entre as instituições brasileiras, empatada com a Universidade Federal do Ceará (UFC).
O resultado representa uma evolução em relação à edição anterior, quando a universidade ocupava a 14ª posição nacional, empatada com outras quatro instituições. No recorte internacional, entretanto, a UFPE permaneceu na faixa entre a 901ª e a 1000ª colocação.
Divulgado no sábado (15), o Academic Ranking of World Universities (ARWU) é conhecido mundialmente como Ranking de Xangai e utiliza critérios relacionados principalmente à produção e ao impacto da pesquisa acadêmica.
Para a universidade pernambucana, o resultado também mostra avanços quando o recorte considera apenas as instituições federais de ensino superior. A UFPE passou da 11ª para a 10ª posição entre as universidades federais brasileiras.
A melhora na classificação brasileira ocorre em um ranking que reúne instituições de diferentes perfis e considera indicadores acadêmicos objetivos. No caso da UFPE, a 13ª colocação coloca a instituição ao lado da UFC na lista nacional.
Na América Latina, a universidade também registrou avanço. A UFPE passou da 21ª para a 20ª posição entre as instituições da região.
Embora a faixa internacional tenha permanecido a mesma, entre 901 e 1000, a presença da universidade pernambucana entre as mil melhores do planeta mantém a instituição em uma relação restrita de universidades avaliadas pelo ranking.
O ARWU analisa mais de 2,5 mil universidades todos os anos, mas divulga apenas as mil primeiras colocadas. Dessa forma, figurar na lista representa o reconhecimento do desempenho acadêmico da instituição dentro dos critérios adotados pela classificação.
No ranking de 2026, a Universidade de São Paulo (USP) permanece como a principal instituição brasileira e também aparece na liderança entre as universidades da América Latina. No cenário mundial, a universidade paulista está posicionada entre as 150 melhores.
Na sequência das brasileiras aparecem a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que completam as três primeiras posições nacionais.
Ao todo, 14 universidades brasileiras aparecem entre as mil melhores do mundo na edição 2026 do Ranking de Xangai.
O desempenho das instituições brasileiras no levantamento evidencia a presença de universidades do país entre centros acadêmicos reconhecidos internacionalmente, especialmente em áreas relacionadas à pesquisa científica e à produção de conhecimento.
No topo da classificação global, as universidades dos Estados Unidos continuam predominando. A Universidade Harvard manteve a primeira colocação mundial, seguida pela Universidade Stanford e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).
A liderança dessas instituições reflete o peso dado pelo ranking à produção científica, ao reconhecimento internacional de pesquisadores e professores e aos resultados obtidos em importantes indicadores acadêmicos.
O modelo de avaliação faz com que universidades com forte atuação em pesquisa tenham destaque na classificação, já que boa parte dos critérios está diretamente relacionada à produção científica e ao reconhecimento de seus pesquisadores.
Criado em 2003, o Academic Ranking of World Universities é elaborado pela Shanghai Ranking Consultancy. A classificação surgiu no âmbito do Centro para Universidades de Classe Mundial, ligado à Universidade Jiao Tong de Xangai, na China.
O ranking utiliza seis indicadores objetivos para avaliar o desempenho das universidades. Entre eles estão a quantidade de ex-alunos e integrantes do corpo docente que receberam Prêmios Nobel ou Medalhas Fields, além do número de pesquisadores altamente citados pela Clarivate.
Também entram na avaliação os artigos publicados nas revistas Nature e Science, a quantidade de trabalhos indexados em bases da Web of Science e o desempenho acadêmico proporcional ao tamanho da instituição.
A metodologia busca, portanto, medir aspectos relacionados à pesquisa e ao impacto científico das universidades, e não apenas critérios como infraestrutura, número de estudantes ou percepção do público.
Nesse contexto, a evolução da UFPE no Ranking de Xangai 2026 representa um resultado relevante para a instituição pernambucana. Mesmo permanecendo na mesma faixa no ranking mundial, a universidade avançou nas classificações nacional e latino-americana e melhorou sua posição entre as instituições federais brasileiras.
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