Bolo comido em confraternização. Foto: Divulgação
Uma confraternização familiar na cidade de Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul, se transformou em tragédia após um bolo servido no encontro levar à morte de três mulheres e deixar outras duas pessoas hospitalizadas, incluindo uma criança de 10 anos.
Os exames realizados no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes confirmaram a presença de arsênio, substância extremamente tóxica e potencialmente letal, no sangue das vítimas, conforme apuração da RBS TV.
A fatalidade teve início na tarde de segunda-feira, 23 de dezembro, quando cinco pessoas participaram de um café em família e consumiram o bolo. As primeiras complicações começaram horas depois, com quatro mulheres e a criança buscando atendimento médico. Duas delas faleceram ainda na madrugada do dia 24, enquanto a terceira morte foi confirmada à noite.
Entre os sobreviventes estão a mulher que preparou o bolo e seu sobrinho-neto, de 10 anos. Ambas as vítimas seguem internadas no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. De acordo com o boletim médico mais recente, a mulher permanece em estado grave, enquanto a criança, atendida na sala vermelha, apresenta um quadro considerado "clinicamente estável".
Os exames laboratoriais revelaram que a maior concentração de arsênio foi encontrada no sangue da mulher que preparou o bolo. Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcos Vinícius Veloso, ela teria sido a única pessoa a consumir duas fatias do alimento. As investigações agora seguem para determinar se o caso foi resultado de envenenamento intencional ou de uma intoxicação alimentar acidental.
Outro ponto levantado pelas autoridades é a possibilidade de uma ligação com a morte do ex-marido da mulher que preparou o bolo. O homem faleceu em setembro deste ano, e a polícia anunciou que pedirá a exumação do corpo para investigar se a causa da morte está relacionada a um possível envenenamento.
O bolo foi preparado em Arroio do Sal, cidade vizinha a Torres. De acordo com os investigadores, vários produtos fora da data de validade foram encontrados na casa da responsável pelo preparo do bolo.
Amostras clínicas e toxicológicas dos pacientes foram encaminhadas para análise pelo hospital ao Centro de Informações Toxicológicas (CIT), em Porto Alegre. Os alimentos consumidos pela família foram apreendidos para perícia. A Polícia Civil encaminhou os corpos para necropsia no Instituto-Geral de Perícias (IGP).
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A vítima, hoje com 17 anos, relatou que era obrigada a sentar na coxa do homem, sob a justificativa de que fazia parte da prática religiosa.
Boletim médico divulgado na tarde desta última quinta-feira, pela unidade hospitalar, informa que o ex-presidente está sem infecção, mas que precisará ficar em observação
O órgão afirmou que não encontrou no processo elementos que comprovassem "qualquer constrangimento sexual" por parte de Melhem nas relações com as supostas vítimas.
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