Trabalho escravo no Brasil Foto: Reprodução/CNBB
O Brasil registrou em 2025 o maior número de denúncias de trabalho escravo e condições análogas à escravidão da história, segundo dados inéditos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania obtidos com exclusividade pelo g1. Foram 4.515 registros ao longo do ano, o que representa um aumento de 14% em relação a 2024, quando já havia sido batido o recorde anterior, com 3.959 denúncias.
O crescimento constante confirma que o trabalho escravo contemporâneo continua sendo uma realidade persistente no país, afetando milhares de trabalhadores em diversas regiões, principalmente em áreas rurais e setores como agricultura, construção civil, confecção e serviços domésticos.
Entre os casos registrados em 2025, estão incluídas situações de trabalho infantil, além de denúncias envolvendo adultos submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e restrição de liberdade. Tais práticas configuram crime conforme a legislação brasileira, e a existência de registros crescentes evidencia a necessidade de ações mais efetivas de fiscalização e prevenção.
O mês de janeiro de 2025 foi o período com mais denúncias já registrado desde a criação do Disque 100, em 2011, com 477 ocorrências apenas no primeiro mês do ano. Este dado aponta para uma crescente conscientização da população sobre a importância de reportar violações de direitos humanos, mas também reforça a gravidade do problema.
O Disque 100, canal oficial para denúncias de violações de direitos humanos, funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel, de forma gratuita, em todo o Brasil.
Desde sua criação, o Disque 100 recebeu mais de 26 mil denúncias relacionadas a trabalho escravo e condições análogas à escravidão, mostrando a persistência do problema ao longo da última década e a importância do canal como ferramenta de proteção social e combate à exploração laboral.
O aumento das denúncias também reflete o crescimento de setores informais da economia e a vulnerabilidade de trabalhadores que não têm acesso a condições mínimas de segurança, salário justo ou direitos trabalhistas garantidos. Segundo especialistas, o registro de denúncias não significa apenas maior fiscalização, mas também uma crítica à impunidade e à necessidade de políticas públicas mais rigorosas.
Além disso, muitos trabalhadores submetidos a essas condições enfrentam barreiras para buscar ajuda, como medo de retaliação, isolamento social e falta de conhecimento sobre direitos, o que torna ainda mais relevante o papel do Disque 100 e das campanhas de conscientização.
Qualquer pessoa pode fazer denúncias sobre trabalho escravo e condições análogas à escravidão, seja como vítima ou testemunha. Para isso, basta ligar para o Disque 100. A denúncia pode ser feita de forma sigilosa, garantindo proteção à identidade do denunciante.
O registro contínuo e o monitoramento de denúncias ajudam órgãos públicos a identificar áreas de risco, planejar operações de fiscalização e fortalecer programas de prevenção, assistência às vítimas e responsabilização dos infratores.
O recorde histórico de denúncias em 2025 mostra que o trabalho escravo ainda é um grave problema no Brasil, exigindo atenção imediata de autoridades, sociedade civil e cidadãos. A ampliação do acesso a canais de denúncia, como o Disque 100, aliada a fiscalização efetiva e políticas públicas de proteção ao trabalhador, é essencial para reduzir casos de exploração e garantir direitos fundamentais.
A continuidade desse monitoramento também reforça a importância da conscientização social, incentivando que cada vez mais pessoas denunciem práticas abusivas e contribuam para a erradicação do trabalho escravo no país.
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