Pernambuco, 25 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, defende marketplaces no lugar de apps de bancos

O economista diz que as inovações financeiras vão "inevitavelmente quebrar o sistema financeiro da maneira como conhecemos hoje".

Eduarda Queiroz

22 de março de 2025 às 17:21   - Atualizado às 17:21

Roberto Campos Neto.

Roberto Campos Neto. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou na sexta-feira, 21 de março, que a tendência é de que o Brasil não tenha mais aplicativos de bancos, e sim marketplaces de finanças no futuro.

"Você vai poder migrar seus dados de uma instituição para a outra e ter mais produtos financeiros, por um valor menor", disse, durante evento da XP Private Bank com a Miami Herbert Business School.

Segundo ele, haverá uma pressão para que as instituições financeiras trabalhem com open data, um conceito que embute maior transparência.

Campos Neto defende a tese de que quatro inovações financeiras - o pagamento instantâneo, o cross border, o open data e o dinheiro programável - vão "inevitavelmente quebrar o sistema financeiro da maneira como conhecemos hoje".

O ex-presidente do BC usou o Pix como exemplo de sistema de pagamento instantâneo, e o Drex - projeto de moeda digital do BC - como exemplo de dinheiro programável.

Veja Também

Campos Neto também explicou que o cross border é uma operação que envolve o transporte de um produto de um país para o outro.

As declarações foram feitas no evento "Brazil in Transition: Macroeconomic Stability, Climate Challenges, and Social Progress", da XP Private Bank com a Miami Herbert Business School.
 


Banco Central muda regras do pix

O Banco Central (BC) alterou o regulamento do Pix para excluir chaves de pessoas e de empresas cuja situação não esteja regular na Receita Federal.

Segundo a autoridade monetária, a medida visa aprimorar a segurança das transações e impedir a aplicação de golpes via Pix. O serviço utiliza nomes diferentes daqueles armazenados na base de dados da Receita Federal.

A norma, publicada nesta quinta-feira (6), determina que CPF com situação cadastral “suspensa”, “cancelada”, “titular falecido” e “nula” não poderá ter chave Pix registrada na base de dados do BC.

No caso das empresas, o CNPJ com situação cadastral “suspensa”, “inapta”, “baixada” e “nula” também não poderá ter chaves Pix registradas na base de dados do BC.

O que diz o Banco Central

O BC ressalta que a inconformidade de CPF e CNPJ que restringirá o uso do Pix não tem relação com o pagamento de tributos, mas apenas com a identificação cadastral do titular do registro na Receita Federal.

Segundo o Banco Central, as mudanças visam exigir que as instituições financeiras e instituições de pagamento participantes do Pix “garantam que os nomes das pessoas e das empresas vinculadas às chaves Pix estejam em conformidade com os nomes registrados nas bases de CPF e de CNPJ da Receita Federal.”

Ainda de acordo com o BC, a verificação de conformidade deverá ser efetuada sempre que houver uma operação envolvendo uma chave Pix, como um registro, uma alteração de informações, uma portabilidade ou uma reivindicação de posse.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

02:47, 25 Set

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Rodrigo Carvalheira.
Justiça

Rodrigo Carvalheira é condenado a 22 anos de prisão por estupro de vulnerável no Recife

Decisão da 17ª Vara Criminal do Recife também determinou indenização de R$ 100 mil à vítima; defesa pode recorrer.

Pessoa em aplicativo de banco com nova modalidade de pagamento,pix por aproximação.
Possibilidade

Brasil e Europa estudam integração entre Pix e sistema de pagamentos europeu

De acordo com o Banco Central, a iniciativa integra a "agenda evolutiva do Pix" e os esforços de interligação do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos com infraestruturas similares multilaterais e de outras jurisdições.

Aplicativo e-Título
Data

Eleições 2026: prazo para acessar e validar o e-Título termina em 3 de outubro

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a suspensão durante os dias de votação tem como objetivo reduzir o risco de sobrecarga no sistema.

mais notícias

+

Newsletter