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Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, defende marketplaces no lugar de apps de bancos

O economista diz que as inovações financeiras vão "inevitavelmente quebrar o sistema financeiro da maneira como conhecemos hoje".

Eduarda Queiroz

22 de março de 2025 às 17:21   - Atualizado às 17:21

Roberto Campos Neto.

Roberto Campos Neto. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou na sexta-feira, 21 de março, que a tendência é de que o Brasil não tenha mais aplicativos de bancos, e sim marketplaces de finanças no futuro.

"Você vai poder migrar seus dados de uma instituição para a outra e ter mais produtos financeiros, por um valor menor", disse, durante evento da XP Private Bank com a Miami Herbert Business School.

Segundo ele, haverá uma pressão para que as instituições financeiras trabalhem com open data, um conceito que embute maior transparência.

Campos Neto defende a tese de que quatro inovações financeiras - o pagamento instantâneo, o cross border, o open data e o dinheiro programável - vão "inevitavelmente quebrar o sistema financeiro da maneira como conhecemos hoje".

O ex-presidente do BC usou o Pix como exemplo de sistema de pagamento instantâneo, e o Drex - projeto de moeda digital do BC - como exemplo de dinheiro programável.

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Campos Neto também explicou que o cross border é uma operação que envolve o transporte de um produto de um país para o outro.

As declarações foram feitas no evento "Brazil in Transition: Macroeconomic Stability, Climate Challenges, and Social Progress", da XP Private Bank com a Miami Herbert Business School.
 


Banco Central muda regras do pix

O Banco Central (BC) alterou o regulamento do Pix para excluir chaves de pessoas e de empresas cuja situação não esteja regular na Receita Federal.

Segundo a autoridade monetária, a medida visa aprimorar a segurança das transações e impedir a aplicação de golpes via Pix. O serviço utiliza nomes diferentes daqueles armazenados na base de dados da Receita Federal.

A norma, publicada nesta quinta-feira (6), determina que CPF com situação cadastral “suspensa”, “cancelada”, “titular falecido” e “nula” não poderá ter chave Pix registrada na base de dados do BC.

No caso das empresas, o CNPJ com situação cadastral “suspensa”, “inapta”, “baixada” e “nula” também não poderá ter chaves Pix registradas na base de dados do BC.

O que diz o Banco Central

O BC ressalta que a inconformidade de CPF e CNPJ que restringirá o uso do Pix não tem relação com o pagamento de tributos, mas apenas com a identificação cadastral do titular do registro na Receita Federal.

Segundo o Banco Central, as mudanças visam exigir que as instituições financeiras e instituições de pagamento participantes do Pix “garantam que os nomes das pessoas e das empresas vinculadas às chaves Pix estejam em conformidade com os nomes registrados nas bases de CPF e de CNPJ da Receita Federal.”

Ainda de acordo com o BC, a verificação de conformidade deverá ser efetuada sempre que houver uma operação envolvendo uma chave Pix, como um registro, uma alteração de informações, uma portabilidade ou uma reivindicação de posse.

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