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Presidente do PT afirma que denúncia da PGR contra Bolsonaro 'é um presente para a democracia'

Gleisi Hoffmann completou que "Bolsonaro sentará no banco dos réus e será julgado pelo devido processo legal, que não aconteceria caso ele tivesse sido eleito presidente".

Fernanda Diniz

22 de fevereiro de 2025 às 18:26   - Atualizado às 18:32

Deputada Gleisi Hoffmann e ex-presidente Jair Bolsonaro

Deputada Gleisi Hoffmann e ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Arte/Portal de Prefeitura

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, afirmou hoje que é "um presente para a democracia" do País a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Hoffmann discursou durante evento em comemoração aos 45 anos do PT, no Rio de Janeiro.

"Jamais esqueceremos a dor de centena de milhares de famílias que sofreram o luto na pandemia pela mão criminosa daquele que sonegou a vacina, zombou da ciência, dos mortos e da solidariedade humana. Esse ser agora está denunciado e, nos 45 anos do PT, é um presente para a democracia essa denúncia contra o Bolsonaro", disse Hoffmann. 

Ela completou que "Bolsonaro sentará no banco dos réus e será julgado pelo devido processo legal, que não aconteceria caso ele tivesse sido eleito presidente".

Gleisi Hoffmann admitiu que o preço da comida está cara no Brasil, mas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá resolver isso, além de dizer que é preciso combater os abusos nos preços da gasolina, do gás e da energia elétrica.

"Temos que combater os abusos no preço da gasolina, gás e energia, além de ter determinação e urgência na reforma do Imposto de Renda", afirmou.

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A presidente do PT disse ainda que Lula colocou o País na rota do crescimento com distribuição de renda. 

"Nada, ninguém vai apagar da nossa história que criamos 20 milhões de empregos e que o salário mínimo teve aumento real de 74% com inflação controlada, PIB crescendo à média de 4%. Ninguém vai apagar que tiramos o Brasil do mapa da fome e estamos tirando pela segunda vez", disse Gleisi.

Lula defende Janja 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado, 22 de fevereiro, a primeira-dama Janja da Silva sobre as críticas que recebe de que se intrometeria no governo.

"Ah, porque a Janja se intromete no governo'. Graças a Deus, eu tenho uma mulher com quem eu converso de política. Graças a Deus ela não é uma pessoa que tem medo de falar com o marido. Lá em casa, foi assim com a Marisa e é assim com ela. Cada uma fala o que quiser, na hora que quiser. Eu não sou obrigado a concordar, mas, se discordar também, tenho que perder alguns debates", concluiu Lula.

Segundo ele, os críticos de seu governo começaram a criticar a primeira-dama com o objetivo de atingi-lo. Em discurso na festa de 45 anos do PT, no Rio, Lula acenou a Janja para que ela siga atuante.

"A Janja agora é a bola da vez. Agora, para me atingir, eles começam a atacar a Janja. E eu digo sempre a ela: você tem duas opções. Ou você para de fazer o que você gosta, eles vão parar de te incomodar, ou você continua falando até eles perceberem que não vão mudar a tua ideologia, não vão mudar o teu pensamento. Isso é uma guerra", disse Lula.

"Portanto, Janja, continue de cabeça erguida, fazendo o que você gosta, não ligue para a oposição", continuou.

A influência de Janja sobre o presidente incomoda aliados do petista e é criticada nos bastidores desde a campanha eleitoral de 2022. 

O tema voltou à tona recentemente devido a carta escrita pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. 

No texto, ele afirma que Lula está isolado e capturado, sem conversar com vários políticos. 

O conteúdo foi entendido no mundo político como uma crítica a Janja e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Lula elogia justiça 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pela denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas sob a acusação de tentativa de golpe de Estado. 

O petista deu a declaração em discurso no Rio de Janeiro, durante evento de aniversário de 45 anos do PT neste sábado, 22.

O presidente mencionou as hostilidades de políticos de direita contra Moraes e, sem mencionar o caso diretamente, fez uma referência ao processo contra o ministro na Justiça dos Estados Unidos. 

A ação foi iniciada pela plataforma digital Rumble e por uma empresa de mídia ligada a Donald Trump, presidente dos EUA.

"Ninguém, nem esses produtores das plataformas que pensam que mandam no mundo, ninguém vai fazer com que a gente mude de rumo nesse País. Não adianta ameaçar pela Justiça, não adianta perseguir o Alexandre de Moraes. Nós precisamos dar os parabéns ao Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República pela denúncia contra os golpistas", disse Lula.

"E eles agora estão pedindo anistia. Nem foram condenados e já querem ser anistiados. Eles deveriam estar pedidos é inocência, não anistia. Eles vão ser julgados, se tiverem culpa, vão ser condenados. E, aí sim, eles vão ter que amargar o gosto das coisas que eles fizeram com muita gente inocente", declarou o presidente brasileiro.

Estadão Conteúdo 

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