Café. Foto: Arquivo /Marcelo Camargo /Agência Brasil
Em janeiro de 2025, o indicador médio de preços do café arábica pago ao produtor registrou o maior valor da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
A saca de 60 quilos alcançou R$ 2.301,60, o maior preço desde o início do levantamento, em setembro de 1997.
Esse valor representa um aumento de 6,8% em relação à média de dezembro, com um acréscimo de R$ 146,72.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta se deve à oferta restrita tanto de café arábica quanto de robusta no Brasil e no mercado global.
Além disso, um grande volume da produção já foi comercializado pelos produtores nacionais, o que contribui para a valorização do grão.
Os indicadores do Cepea mostram que a escalada de preços continua. No dia 31 de janeiro, a saca de 60 quilos do café robusta chegou a R$ 2.074,00, enquanto a do arábica encerrou o mês cotada a R$ 2.508,00, próximo do recorde de R$ 2.550,00 registrado em fevereiro de 2024.
Em um período de 12 meses, a valorização do robusta foi de impressionantes 173%, já que, um ano atrás, a mesma saca custava R$ 759,00.
No caso do arábica, o aumento foi de 145%, com o preço subindo de R$ 1.009,00 para os atuais R$ 2.508,00, conforme levantamento do pesquisador Renato Garcia Ribeiro, do Cepea.
O reflexo da valorização já chegou ao consumidor. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do café torrado e moído teve uma alta de 39,6% nos últimos 12 meses.
Em dezembro de 2024, o quilo do produto custava R$ 48,90, e agora já gira em torno de R$ 50. Especialistas alertam que novos aumentos devem ocorrer nos próximos meses. O mercado projeta um reajuste de até 20% em 2025, o que pode levar a uma redução no consumo, segundo Ribeiro.
Além da oferta restrita, a valorização do dólar frente ao real tem contribuído para a alta do café no Brasil.
De acordo com o analista de café do Rabobank, Guilherme Morya, as incertezas sobre a safra 2025/26 também influenciam o mercado. O clima irregular em algumas regiões produtoras pode afetar a colheita e gerar mais volatilidade nos preços.
Após quatro safras consecutivas de recordes, a produção brasileira deve ser menor este ano. A chuva, essencial para o desenvolvimento do grão, chegou tarde e de forma insuficiente. Mesmo com a melhora recente no clima, a safra não terá recuperação significativa, segundo Ribeiro.
A colheita, prevista para começar em maio, deve totalizar 51,8 milhões de sacas, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa uma queda de 4,4% em relação à safra anterior, o que impede a formação de estoques excedentes e mantém a oferta alinhada ao consumo.
1
2
3
4
06:31, 06 Mar
25
°c
Fonte: OpenWeather
Iniciativa do governo oferece incentivo financeiro para alunos do ensino médio público inscritos no CadÚnico.
Volkswagen domina as duas primeiras posições do ranking de SUVs mais vendidos, seguida pelo Hyundai Creta no mercado brasileiro.
Ambientes digitais como Aprenda Mais, AVAMEC e Plafor reúnem cursos para docentes da educação básica, técnica e tecnológica.
mais notícias
+