A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro destacou, em sua decisão, que o número de disparos efetuados em via pública demonstra a periculosidade do soldado.
Momento que PM realiza 11 disparos contra homem. Fotos: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura
O soldado da Polícia Militar Vinicius de Lima Britto foi detido na noite da quinta-feira, 5 de dezembro, em São Paulo, acusado de homicídio qualificado. A prisão preventiva foi decretada após denúncia do Ministério Público, que o tornou réu pelo assassinato de um homem de 26 anos, atingido por 11 tiros nas costas no Jardim Prudência, zona sul da cidade.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública, Britto será transferido nesta sexta-feira (6) para o Presídio Romão Gomes, após passar por audiência de custódia.
A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro destacou, em sua decisão, que o número de disparos efetuados em via pública demonstra a periculosidade do soldado. Segundo a magistrada, Britto excedeu os limites da atuação policial, contrariando os princípios da função que exerce.
Em depoimento, o soldado alegou legítima defesa, embora imagens do crime mostrem que ele era o único armado no local. A arma usada pertencia à corporação, o que, para a promotoria, reforça o desvio de conduta.
O promotor Rodolfo Justino Morais sustentou o pedido de prisão ao destacar que Britto, em menos de um ano de atividade, esteve envolvido em outros três casos de mortes em circunstâncias semelhantes. Para ele, isso evidencia alto grau de periculosidade e risco à sociedade.
Além disso, o promotor alertou para a possibilidade de o policial intimidar testemunhas cujos depoimentos contradizem sua versão dos fatos. A prisão preventiva, considerada a medida cautelar mais severa, foi adotada diante da insuficiência de outras restrições.
A defesa de Britto não foi localizada para comentar o caso.
Um homem de 26 anos foi morto a tiros por um policial militar de folga após tentar furtar pacotes de sabão em um mercado no bairro Jardim Prudência, na zona sul de São Paulo.
O caso aconteceu no último dia 3 de novembro, mas só agora vieram à tona imagens de câmeras de segurança que ajudam a entender o que ocorreu naquela noite. Gabriel Renan da Silva Soares foi alvejado ao tentar fugir e escorregar na porta do estabelecimento.
As gravações foram divulgadas inicialmente pelo portal g1 e, posteriormente, obtidas pelo Estadão. No boletim de ocorrência, ao qual a reportagem também teve acesso, o policial militar Vinicius de Lima Britto afirma que agiu em legítima defesa, versão que é contestada pela família.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) disse que o policial foi afastado das atividades operacionais e que o caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com acompanhamento da Polícia Militar.
A pasta disse ainda que as imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas pelas autoridades. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do agente Vinicius de Lima Britto.
As imagens de câmeras de segurança mostram que Gabriel entra no mercado por volta de 22h45 de blusa vermelha e pega ao menos quatro pacotes de sabão. Ele então se dirige para a porta, mas, ao tentar sair correndo com a mercadoria, escorrega em um pedaço de papelão colocado por ali por conta das chuvas que atingiram a cidade naquele dia.
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