Policiais realizam rondas em búfalos. Foto: Divulgação
Reconhecido em março de 2024 como patrimônio histórico-cultural de natureza imaterial do Estado do Pará, pela Lei nº 10.402/2024, o policiamento com búfalos feito pela Polícia Militar, além de potencializar as ações de segurança na Ilha do Marajó, reforça a cultura e o turismo na região.
O apoio do animal, incorporado à cultura marajoara, valoriza a identidade da população local, ressalta Rosicleia Lima, moradora do município de Soure.
“Além de exaltar o nosso povo e nossa região, o policiamento com búfalos dá oportunidade para que os campos e fazendas possam ser atendidos também pela ronda montada. Foi muito louvável o reconhecimento dessa modalidade, que faz parte da nossa identidade marajoara. O policiamento montado chama a atenção não só de turistas, mas até dos próprios moradores da região”, reforça a moradora.
O policiamento com uso de búfalos existe há mais de três décadas, mas foi oficializado em 2021 pelo 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM), localizado em Soure, que tem um efetivo de aproximadamente 200 policiais.
É o único Batalhão no mundo que adota esse tipo de policiamento. Com sete búfalos, o BPM tem 10 policiais exclusivos para esse policiamento, mas quase todos os militares sabem montar o animal, já que 80% são nascidos no arquipélago.
“É um policiamento totalmente adaptado às condições geográficas da região do Marajó Oriental. Uma região que, na época do inverno (período chuvoso na Amazônia), tem alagamentos. Com isso, a viatura e a moto não conseguem percorrer, e onde elas não conseguem, tanto o búfalo quanto o cavalo (outro símbolo marajoara) são meios de deslocamento do policial até áreas de difícil acesso”, explica a tenente-coronel Christine Pinheiro, comandante do 8º BPM, que abrange também os municípios de Salvaterra, Cachoeira do Arari e Santa Cruz do Arari.
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