Polícia Federal. Foto: Reprodução/Polícia Federal e Reprodução/Internet
A Polícia Federal (PF) deve nesta quarta-feira, 2 de julho, abrir um inquérito para apurar um ataque cibernético à empresa C&M Software, prestadora de serviços homologada pelo Banco Central (BC) para integrar instituições financeiras ao sistema PIX.
O caso ganhou repercussão nacional após a confirmação de que hackers conseguiram acesso indevido a contas reservas de, pelo menos, seis instituições financeiras.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou à GloboNews que a corporação já está atuando na linha de investigação. Segundo ele, a gravidade do episódio exige ação imediata das autoridades, principalmente pela sensibilidade das informações envolvidas.
A C&M Software é uma das nove empresas homologadas pelo Banco Central para oferecer suporte tecnológico a instituições financeiras que utilizam o sistema de pagamentos instantâneos PIX. Na prática, essas empresas atuam como uma ponte entre os sistemas internos dos bancos e as plataformas do BC, facilitando a comunicação de dados e transações.
Foi exatamente nessa intermediação que os hackers conseguiram encontrar uma brecha. A empresa comunicou oficialmente o ataque à autoridade monetária, que determinou o desligamento imediato do acesso às infraestruturas operadas pela C&M.
Com isso, as instituições que utilizavam os serviços da empresa ficaram temporariamente desconectadas dos sistemas do Banco Central, em uma medida de segurança para conter os danos.
Segundo a BMP, outra empresa do setor financeiro que também presta serviços de infraestrutura digital para bancos, o ataque permitiu o acesso indevido às contas reservas de ao menos seis instituições. As contas reservas são utilizadas por bancos e fintechs para liquidação de operações interbancárias e ficam sob a guarda do Banco Central.
A BMP explicou que o incidente envolveu exclusivamente valores armazenados nessas contas, que pertencem às próprias instituições financeiras, e não aos clientes finais.
"Reforçamos que nenhum cliente MP foi impactado ou teve seus recursos acessados", afirmou a empresa em nota, assegurando que o funcionamento dos serviços permanece inalterado.
Ainda de acordo com o comunicado, a instituição possui garantias (colaterais) suficientes para cobrir totalmente os valores movimentados de forma indevida, sem impacto financeiro ou operacional para parceiros e usuários.
O Banco Central confirmou que acompanha a situação de perto e já está conduzindo uma investigação interna para entender a dimensão do ataque. A instituição também reafirmou que o episódio não comprometeu o funcionamento do PIX ou afetou contas de clientes diretamente.
Em resposta ao ocorrido, o BC intensificou os protocolos de segurança para acesso às suas plataformas por parte das empresas homologadas. A expectativa é que novas diretrizes sejam anunciadas nos próximos dias para evitar novos incidentes de natureza semelhante.
O diretor comercial da C&M Software, Kamal Zogheib, explicou à agência Reuters que a empresa foi vítima direta de um ataque planejado, que incluiu o uso indevido de credenciais de clientes para tentar invadir os sistemas. Segundo ele, os hackers agiram com sofisticação, o que aponta para uma ação criminosa bem estruturada.
A empresa já comunicou formalmente todas as instituições afetadas e reforçou os mecanismos de segurança em suas plataformas. Equipes técnicas seguem trabalhando em conjunto com o Banco Central e a Polícia Federal para identificar a origem da invasão e mensurar os prejuízos.
Enquanto isso, o setor financeiro monitora de perto os desdobramentos do caso, temendo novos episódios semelhantes em um ambiente cada vez mais digitalizado e exposto a ameaças cibernéticas.
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