Lula, chefe do governo Federal, ao lado do ministro Camilo Santana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O piso dos professores da rede pública brasileira pode ter mais um aumento real em 2026, ou seja, acima da inflação, mantendo a tendência registrada nos últimos anos. A expectativa se baseia na Lei 11.738/2008, que determina que o reajuste anual do piso seja calculado com base na variação do Valor Anual por Aluno (VAA) do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica no Brasil.
Em 2025, o piso salarial nacional foi reajustado em 6,27%, alcançando R$ 4.867,77. Entre 2009 e 2022, os aumentos acumulados superaram 60% acima da inflação, com destaque para os reajustes de 33% em 2022 e 15% em 2023, impulsionados pelo crescimento do Fundeb e pela redução no número de matrículas.
Apesar da expectativa positiva, a demora do Ministério da Educação (MEC) em divulgar o índice oficial para 2026 tem gerado preocupação entre professores, sindicatos e gestores estaduais e municipais. Durante o evento Educação Já, em São Paulo, o ministro Camilo Santana sugeriu que a divulgação do piso seja transferida para o meio do ano, em vez de janeiro, como ocorre atualmente.
O problema é que, mesmo com essa sinalização, até agora, em dezembro, o índice ainda não foi definido, o que dificulta o planejamento orçamentário dos governos e deixa a categoria docente em situação de incerteza financeira.
A indefinição do MEC preocupa porque o piso dos professores é essencial para a valorização da carreira docente. "Sem essa previsão, não temos segurança sobre nossos ganhos e nem garantia de que o aumento será mantido", afirma uma professora da rede pública de Pernambuco, que pediu anonimato.
Enquanto aguardam a decisão oficial, estados e municípios precisam reservar recursos sem saber o valor exato do reajuste. Especialistas alertam que mudanças nos critérios de cálculo ou instabilidade fiscal podem ameaçar os avanços salariais conquistados nos últimos anos.
Educadores reforçam que o piso dos professores deve continuar sendo uma prioridade nacional, garantindo reajustes justos, previsíveis e compatíveis com a importância da educação pública no Brasil. O aumento real do piso em 2026 seria um passo importante para consolidar ganhos históricos e assegurar estabilidade para a categoria.
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