De acordo com Andrei Rodrigues, sem os documentos, o policial perde o acesso tanto à unidade quanto às bases de dados utilizadas na cooperação entre as autoridades brasileiras e americanas.
Diretor-geral da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira, 22 de abril, que determinou a retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação, em Brasília.
"Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade", declarou Andrei durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.
O agente norte-americano trabalhava dentro de uma unidade da Polícia Federal na capital federal até a decisão.
De acordo com o diretor, sem as credenciais, o policial perde o acesso tanto à unidade quanto às bases de dados utilizadas na cooperação entre as autoridades brasileiras e americanas.
Andrei Rodrigues explicou que a medida segue o mesmo princípio aplicado ao delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami e que, na última segunda-feira (20), recebeu ordem para deixar os Estados Unidos, conforme informou o governo norte-americano. O diretor da PF, no entanto, negou que o delegado tenha sido expulso do país.
Apesar da decisão, Andrei esclareceu que o agente americano não será retirado do Brasil.
"Tanto o Marcelo Ivo não foi expulso dos Estados Unidos, como nós, Polícia Federal, não vamos expulsar ninguém do Brasil. Não é nosso papel".
Os Estados Unidos decidiram determinar a saída do País do delegado Marcelo Ivo que, segundo as autoridades do país, tentou "manipular" o sistema de imigração", "contornar pedidos formais de extradição" e "estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos".
O anúncio foi feito pela conta oficial do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental no Departamento de Estado.
O pedido de saída do país se deu depois do episódio da prisão pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE) e posterior soltura do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado e que fugiu para os Estados Unidos.
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O relator do caso, Alexandre de Moraes, votou pela condenação, sendo acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino. Ainda falta o voto do ministro Cristiano Zanin.
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