Oruam e Bolsonaro. Foto: Reprodução
Após a Polícia Federal deflagrar, na sexta-feira, 18 de julho, uma operação que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o rapper Mauro Davi Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, usou as redes sociais para comentar o episódio e acabou gerando controvérsia entre internautas.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), o artista escreveu: “Bolsonaro prendeu o Lula, agora chegou a vez dele (risadas)”. A postagem rapidamente repercutiu e dividiu opiniões entre os usuários da plataforma. Enquanto alguns riram da declaração, outros criticaram o posicionamento do cantor.
Entre os comentários, houve quem debochasse do histórico familiar de Oruam. Seu pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho da VP, está preso desde 1996 e é apontado como integrante da cúpula da facção criminosa Comando Vermelho (CV). “E a vez do seu pai ser solto? Chega nunca, né!”, ironizou um internauta. Outro comentou que o ex-presidente Bolsonaro “vai fazer companhia ao pai do cantor”.
Críticas também surgiram em relação ao entendimento histórico de Oruam.
“Quando o Lula foi preso, Bolsonaro não era ninguém”, disse um seguidor, questionando a veracidade da afirmação feita pelo rapper.
A Polícia Federal realizou, na manhã da sexta-feira, 18 de julho, uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de uma série de medidas restritivas. A
defesa do ex-presidente confirmou a operação, que acontece na casa dele e também em locais ligados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual é filiado.
A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos que investigam a conduta de Bolsonaro e aliados. O ex-presidente agora terá que usar tornozeleira eletrônica. Além disso, não poderá sair de casa entre 19h e 7h.
A Justiça determinou ainda que ele se mantenha afastado das redes sociais, o que inclui qualquer tipo de publicação ou interação, mesmo por meio de terceiros.
As medidas também impedem o ex-presidente de ter contato com embaixadores e diplomatas. Bolsonaro está proibido de se aproximar de embaixadas, consulados e outras representações estrangeiras. A ordem também vale para o contato com outros réus ou investigados nos processos que tramitam no Supremo.
Advogados próximos ao ex-presidente afirmam que ele recebeu as orientações da PF e já está ciente das determinações. A equipe jurídica tenta agora entender os detalhes da decisão e estuda quais medidas pode adotar em resposta, como recursos ou pedidos de revisão.
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