A nova tributação sobre aluguéis em 2026 traz aumento de impostos. Imagem de Freepik
A partir de 2026, uma nova sistemática de tributação sobre aluguéis entrará em vigor no Brasil, trazendo uma forte transformação para proprietários de imóveis que recebem renda com essa atividade. Essa mudança, prevista na Lei Complementar nº 214/2025, impacta principalmente pessoas físicas com múltiplos imóveis alugados e receitas anuais acima de R$ 240 mil. Com isso, os locadores precisam antecipar o planejamento financeiro para lidar com os novos tributos e evitar surpresas desagradáveis.
Antes da reforma, a renda proveniente de aluguéis para pessoas físicas era tributada basicamente pelo Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A partir de 2026, essa realidade muda com a introdução de dois novos tributos, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que incidem especificamente sobre operações de locação.
Para serem tributados pelos novos impostos, os locadores precisam cumprir dois critérios cumulativos: possuir quatro ou mais imóveis alugados e ter receita anual bruta acima de R$ 240 mil oriunda dessas locações. Essa regra visa focar a tributação nos grandes investidores ou famílias que administram patrimônio imobiliário como atividade empresarial.
Especialistas apontam que a nova tributação tende a elevar o custo dos aluguéis, pois os locadores provavelmente repassarão o aumento dos tributos para os inquilinos. Estima-se que a alíquota efetiva dos novos impostos rondará 8,4% após a aplicação de redutores previstos por lei, o que representa uma carga tributária consideravelmente maior em comparação ao modelo atual apenas com IRPF.
Além do aumento dos custos, a reforma exige maior formalização e controle dos contratos de locação. Os contratos deverão conter cláusulas específicas para detalhar a incidência dos novos tributos, deixando claro o valor do imposto e do aluguel no boleto para o inquilino. Essa transparência é essencial para evitar conflitos e facilitar a fiscalização.
A legislação trouxe algumas medidas para suavizar esse aumento tributário, como um redutor social que permite abater R$ 600 da base de cálculo do IBS/CBS para imóveis residenciais e uma redução de 70% na alíquota aplicada sobre esses aluguéis. Contudo, mesmo com esses benefícios, a nova carga tributária representa aumento real para os locadores que hoje pagam apenas IRPF.
Além disso, casos de imóveis adquiridos até o final de 2026 terão a base de cálculo ajustada pelo menor valor entre o custo atualizado pelo IPCA e o valor de referência oficial. Isso também ajuda a evitar impactos exagerados para quem já tem patrimônio imobiliário consolidado.
Diante dessas mudanças, especialistas recomendam que locadores e investidores imobiliários antecipem o planejamento financeiro e fiscal. Revisar contratos, analisar o impacto nos custos, ajustar a precificação dos aluguéis e organizar a documentação são passos essenciais para evitar autuações e prejuízos.
Mercado imobiliário, advogados tributários e contabilistas destacam que a adaptação às novas regras deve ser feita ainda em 2025, para que os contratos vigentes estejam regulares e os locadores possam tomar decisões estratégicas antecipadamente.
O governo esclarece que a nova tributação não tem o objetivo de atingir pequenos proprietários, como aposentados que alugam um ou dois imóveis para complementar a renda. Esses contribuintes ficam abaixo dos critérios e não terão alterações em sua tributação.
A reforma concentra-se nos locadores que atuam de forma profissionalizada, com vários imóveis e rendimento consistente, configurando uma atividade próxima à empresarial. Para esses, a rotina tributária se modifica profundamente.
Paralelamente à nova tributação, será implementado o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), um banco de dados unificado que facilitará o acompanhamento das operações imobiliárias pela Receita Federal. Isso reforça o combate à informalidade e à sonegação, trazendo mais segurança para todo o setor.
O sistema do CIB permitirá cruzar informações entre proprietários, locatários e as receitas declaradas, impedindo fraudes e garantindo que todos estejam em conformidade com a legislação.
Com a elevação da carga tributária sobre aluguéis, há perspectivas de possíveis reajustes nos valores cobrados e até migração dos pequenos investidores para outros tipos de ativos, diante da redução da rentabilidade líquida dos imóveis para locação.
Especialistas acreditam que os contratos terão que ser adaptados para refletir essa nova realidade, com negociações mais frequentes entre locadores e inquilinos para alinhamento das expectativas.
A partir de 2026, o setor imobiliário verá uma mudança profunda na tributação dos aluguéis, aumentando a complexidade e a necessidade de gestão estratégica. Proprietários que agirem antecipadamente evitarão surpresas e contribuirão para um mercado mais transparente e justo.
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