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Nova proposta pode limitar IPVA a 1% do valor do carro no Brasil

PEC em análise no Congresso quer padronizar alíquota do imposto em todo o país e mudar forma de cálculo.

Pollyana Leite

20 de fevereiro de 2026 às 14:00   - Atualizado às 14:05

Proposta quer limitar cobrança do IPVA a 1% do valor do veículo em todo o país.

Proposta quer limitar cobrança do IPVA a 1% do valor do veículo em todo o país. Foto: Freepik

Uma proposta em análise no Congresso Nacional pode mudar a forma como os brasileiros pagam o IPVA. Parlamentares apresentaram uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita a alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores a 1% do valor do carro em todo o país.

Hoje, cada estado define a própria alíquota. Em muitos locais, o percentual varia entre 2% e 4% do valor de mercado do veículo. Essa diferença faz com que motoristas paguem valores distintos dependendo da unidade da federação onde o carro está registrado.

A proposta busca padronizar a cobrança em todo o território nacional. O texto prevê a fixação do teto de 1% como regra geral. Os autores defendem que a medida pode reduzir o peso do imposto no orçamento das famílias e criar mais equilíbrio entre os estados.

O IPVA representa uma das principais despesas anuais para quem possui veículo. O imposto incide sobre carros, motos, caminhões e outros automóveis. Os estados utilizam a arrecadação para financiar áreas como infraestrutura e serviços públicos. Por isso, qualquer mudança no modelo atual gera debate entre parlamentares e governos estaduais.

Além de limitar a alíquota, a proposta também discute mudanças na forma de cálculo do imposto. Atualmente, os estados utilizam como base o valor de mercado do veículo, que costuma seguir tabelas de referência. A nova ideia sugere a possibilidade de adotar outros critérios, como características do veículo, embora o texto ainda esteja em discussão.

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A PEC ainda precisa avançar nas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação no plenário. Depois dessa etapa, o Senado também precisa analisar o texto. Como se trata de uma mudança na Constituição, o Congresso exige votação em dois turnos em cada Casa, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares.

Enquanto a proposta tramita, o modelo atual continua valendo. Os estados mantêm autonomia para definir suas alíquotas dentro das regras constitucionais vigentes. Motoristas continuam pagando o imposto conforme o calendário estabelecido por cada governo estadual.

O debate sobre o IPVA costuma ganhar força no início de cada ano, quando os proprietários recebem as guias de pagamento. Muitas famílias organizam o orçamento para quitar o imposto à vista ou parcelado. Uma eventual redução para 1% pode representar diferença significativa no valor final pago, principalmente para quem possui veículos mais novos ou de maior valor de mercado.

Especialistas em contas públicas acompanham a proposta com atenção porque o IPVA compõe parte importante da receita dos estados. Governadores avaliam os impactos financeiros antes de se posicionarem sobre a mudança. Parlamentares favoráveis afirmam que a medida pode aliviar o bolso do contribuinte. Outros defendem cautela e pedem estudos mais detalhados sobre o efeito na arrecadação.

O texto da proposta ainda pode sofrer alterações durante a tramitação. Deputados podem apresentar emendas e ajustes antes da votação final. O andamento depende da análise das comissões responsáveis e da inclusão na pauta do plenário.

Quem acompanha o tema deve observar os próximos passos no Congresso Nacional. A eventual aprovação da PEC pode alterar a forma de cobrança do IPVA em todo o Brasil, mas, até o momento, nenhuma mudança entrou em vigor.

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