Nordeste lidera extrema pobreza e shows públicos no país. (Fotos: Reprodução e Jefferson Tetto)
Um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o Nordeste é a região brasileira com o maior número de pessoas em situação de extrema pobreza.
Segundo o estudo de 2025, mais de 1,8 milhão de brasileiros vivem nessa condição, concentrados principalmente nos estados nordestinos.
A pesquisa também mostra que o problema se estende à Região Norte, especialmente em cidades como Manaus e Belém, onde famílias que vivem em áreas ribeirinhas enfrentam dificuldades de acesso a serviços básicos e infraestrutura.
Ao mesmo tempo, levantamentos nacionais indicam que o Nordeste lidera a realização de shows financiados com recursos públicos no país.
Entre janeiro de 2024 e março de 2026, 78% dos 7.412 contratos firmados por prefeituras e governos estaduais ocorreram na região, totalizando R$ 2,2 bilhões em investimentos para a realização de eventos.
Mesmo com o crescimento do sertanejo nas festas populares nordestinas nos últimos anos, os ritmos tradicionais da região continuam predominando no mercado de apresentações financiadas pelo poder público.
Entre os 40 artistas mais contratados do Brasil, os cantores de piseiro movimentaram R$ 913,04 milhões em contratos públicos, sendo que 88% desse montante foi pago por estados do Nordeste.
O artista que lidera o ranking é o cantor sergipano Natanzinho Lima, de 23 anos. Entre janeiro de 2024 e março de 2026, ele recebeu R$ 158,17 milhões para a realização de 336 apresentações contratadas pelo poder público.
Considerando que o período analisado corresponde a 27 meses, a média é de 12,4 shows públicos por mês, o equivalente a cerca de três apresentações financiadas com recursos públicos por semana.
Na sequência da lista aparecem Henry Freitas, com R$ 125,9 milhões em contratos públicos, e Wesley Safadão, que soma R$ 113 milhões no mesmo período.
Os valores incluem tanto os cachês pagos diretamente pelos governos estaduais quanto aqueles contratados pelas prefeituras.
Especialistas apontam que a concentração dos contratos está relacionada à proximidade entre municípios, à força política de produtoras locais — cinco delas administram 21 dos 40 artistas que mais receberam recursos públicos desde 2024 — e ao interesse político de gestores municipais e estaduais, já que grandes eventos costumam gerar retorno imediato em visibilidade e aprovação popular.
Os dados mostram que Bahia e Pernambuco foram os estados que mais investiram em shows públicos no período analisado. A Bahia desembolsou R$ 578,47 milhões, enquanto Pernambuco destinou R$ 573,10 milhões em contratos. Na outra ponta do ranking aparece o Piauí, com R$ 79 milhões em gastos.
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Desde criança, demonstrava interesse pela interpretação. Aos 6 anos, costumava se fantasiar com uma amiga e encenar histórias na rua.
A artista, que iniciou a carreira artística aos 15 anos, em 1942, construiu uma trajetória marcada por personagens memoráveis e conquistou a admiração do público e de colegas de profissão.
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