Caminhada promovida por Nikolas Ferreira. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a utilizar um colete à prova de balas durante a chamada Caminhada da Liberdade, mobilização política iniciada nesta semana em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A informação veio a público após o próprio parlamentar divulgar um vídeo nas redes sociais, no qual aparece caminhando com o equipamento de proteção por baixo da camiseta. A medida, segundo aliados, teria caráter preventivo diante da grande exposição pública e do clima de tensão política em torno do movimento.
A caminhada teve início em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, e segue em direção a Brasília, onde está previsto um ato de encerramento na Praça do Cruzeiro, neste domingo. Ao longo do trajeto, o grupo é acompanhado por forças de segurança, uma vez que parte do percurso ocorre às margens de rodovias federais e envolve aglomerações de apoiadores.
Batizada de Caminhada da Liberdade, a mobilização reúne simpatizantes, parlamentares e lideranças políticas alinhadas ao campo conservador. O ato também recebeu apoio público do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que declarou solidariedade à iniciativa, embora não participe presencialmente do encerramento por compromissos oficiais.
O uso do colete à prova de balas por Nikolas Ferreira rapidamente repercutiu nas redes sociais, gerando debates entre apoiadores e críticos. Para aliados do deputado, a decisão reflete cautela diante do aumento de ameaças a figuras públicas e do histórico recente de violência política no país.
Nos stories publicados em seu perfil, Nikolas agradeceu o apoio recebido e reforçou o discurso de que a manifestação ocorre de forma pacífica e ordeira. Ele também destacou o respaldo de entidades civis e federações que declararam apoio à mobilização.
Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os participantes da caminhada estão proibidos de realizar manifestações nas imediações do Complexo Penitenciário da Papuda, onde Jair Bolsonaro cumpre pena. Também está vedada qualquer aproximação da Praça dos Três Poderes, local dos ataques registrados em janeiro de 2023.
A determinação atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou risco à ordem pública e à segurança institucional. O descumprimento das medidas pode resultar em sanções legais aos organizadores e participantes.
A caminhada liderada por Nikolas Ferreira ocorre em meio a um cenário de forte polarização política no país. Enquanto apoiadores veem o ato como uma manifestação legítima de liberdade de expressão, críticos alertam para o risco de tensionamento institucional e para o simbolismo do protesto.
Com o uso do colete à prova de balas, o deputado reforça a narrativa de que o movimento acontece em um ambiente de pressão e vigilância, ao mesmo tempo em que busca manter visibilidade nacional às pautas defendidas pelo grupo político que lidera.
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