Alistamento Feminino Foto: Reprodução/Exército Brasileiro
A estreia do alistamento militar feminino no Brasil já mostra um cenário de alta competitividade. Mais de 33 mil mulheres se apresentaram voluntariamente para disputar cerca de 1.400 vagas nas Forças Armadas, em um processo inédito que marca uma transformação histórica no sistema de recrutamento militar do país.
Os números revelam uma disputa acirrada logo na primeira edição da seleção aberta às mulheres desde a fase inicial do alistamento. A proporção entre candidatas e vagas disponíveis chama atenção e coloca o alistamento feminino entre os mais concorridos já registrados no Serviço Militar Inicial.
Enquanto isso, o alistamento masculino obrigatório seguiu seu curso tradicional. No mesmo período, mais de 1 milhão de homens realizaram o procedimento, evidenciando a dimensão nacional do processo e o peso simbólico da inclusão feminina nesse modelo.
Após a etapa inicial, as candidatas que avançaram agora enfrentam a Seleção Complementar, considerada a fase mais decisiva do processo. É nesse momento que se define quem será, de fato, incorporado às fileiras militares.
Durante essa etapa, homens e mulheres passam por avaliações presenciais rigorosas, que incluem inspeções médicas e odontológicas, testes físicos, entrevistas individuais e análise de aptidões específicas. Apenas as candidatas consideradas aptas seguem para a incorporação, quando se inicia a formação militar.
Em todo o país, mais de 260 mil jovens foram convocados para a Seleção Complementar do ciclo 2025/2026. Para as mulheres, as vagas estão distribuídas de forma limitada entre as três Forças:
Essa distribuição reforça o alto grau de concorrência, especialmente em estados com maior número de inscrições femininas.
As mulheres aprovadas poderão ser incorporadas em março ou agosto de 2026, com atuação prevista em 28 cidades do país. O estado do Rio de Janeiro concentrou o maior número de inscrições femininas, com mais de 8 mil candidatas, seguido por outros grandes centros urbanos.
O calendário do alistamento militar se estende por mais de um ano. A Seleção Geral ocorreu ao longo de 2025, enquanto a Designação e a Seleção Complementar acontecem entre janeiro e fevereiro de 2026. A incorporação está prevista para março, com possibilidade de novas turmas ao longo do ano, conforme a necessidade de cada Força.
A inclusão das mulheres desde o início do alistamento representa uma mudança estrutural no serviço militar brasileiro, ampliando a participação feminina em um espaço historicamente masculino e abrindo novos debates sobre carreira, integração e efetivos nas Forças Armadas.
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