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Mulher é indiciada por fingir ser adolescente com leucemia e aplicar golpe em grupo de oração

Segundo a corporação, as 12 vítimas faziam parte de uma comunidade religiosa de orações virtuais em Colombo.

Cami Cardoso

21 de julho de 2026 às 14:34   - Atualizado às 14:42

Golpista em série que fingiu ter 12 anos é indiciada novamente por fingir câncer terminal

Golpista em série que fingiu ter 12 anos é indiciada novamente por fingir câncer terminal Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná indiciou pelo crime de estelionato Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, que fingiu ser adolescente para enganar um grupo de oração formado por 12 pessoas em Colombo, na região metropolitana de Curitiba (PR). A mulher está presa em Santa Catarina desde junho, onde responde pelo mesmo crime.

O indiciamento ocorreu em 10 de julho, e o inquérito foi encaminhado à Justiça. A Polícia Civil afirmou que Amanda foi interrogada no início do mês, mas negou todas as acusações.

Procurada, a defesa de Amanda não retornou a tentativa de contato do Estadão. O espaço segue aberto.

Segundo a corporação, as 12 vítimas faziam parte de uma comunidade religiosa de orações virtuais em Colombo. A suspeita se infiltrou no grupo e fingia ser uma adolescente de 13 anos em estágio terminal de leucemia.

Essas pessoas reconheceram o rosto e as características físicas de Amanda após a repercussão da prisão dela em Joinville (SC), em junho, onde, segundo a Polícia Civil, ela adotava o mesmo modus operandi, "passando-se por menor de 12 anos e inserindo-se em ambiente familiar".

A relação entre Amanda e o grupo de oração no Paraná começou durante a pandemia, em meados de março de 2021, e durou cerca de um ano de forma remota.

Os religiosos se reuniram para fazer orações por pessoas com covid-19 e, mais tarde, estenderam as preces para pessoas com outras doenças. Foi nesse período que Amanda, que se apresentava como "Emily" e dizia ter 13 anos, contou estar com leucemia.

Uma das vítimas afirmou ter criado forte vínculo afetivo com a mulher na época e chegou a fazer uma tatuagem no pulso com o nome falso usado pela suspeita. Amanda utilizava outros números de telefone para se passar também pelos pais e pela avó de "Emily". Os números eram registrados em Minas Gerais e São Paulo

O golpe começou a ruir em novembro de 2021. Um dos integrantes do grupo, desconfiado da história, entrou em contato com hospitais para solicitar informações sobre "Emily", mas não encontrou nenhum registro.

No mesmo mês, outra integrante pediu para conversar com uma tia da golpista por chamada de vídeo, mas, ao ligar a câmera, percebeu que a suposta tia e a adolescente eram a mesma pessoa.

Amanda está presa desde junho após se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por 14 meses como filha adotiva na casa de uma família em Joinville, onde usava o nome falso de "Gabriele". No mesmo mês, ela foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) por estelionato e falsa identidade.

De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, as diligências apontaram que a mulher é reincidente - acumula antecedentes penais por golpes idênticos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Estadão Conteúdo.

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