A iniciativa, intitulada "Desenvolvimento, trabalho e políticas públicas", foi oficializada pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade.
Perseu Abramo realiza aulas na Unicamp. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar eventuais irregularidades administrativas da parceria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Fundação Perseu Abramo (FPA), ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT).
A iniciativa, intitulada “Desenvolvimento, trabalho e políticas públicas”, foi oficializada pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp em janeiro deste ano e passou por um processo seletivo restrito, direcionado a pessoas com militância de esquerda.
A revelação foi feita pela Gazeta do Povo em julho e gerou questionamentos sobre possível promoção político-partidária com uso de recursos e espaço público. O caso motivou o deputado estadual Guto Zacarias (União-SP) a apresentar uma denúncia.
O termo do convênio assinado entre a universidade e o partido não havia se tornado público, mesmo após vários seguidos pedidos formais, membros da Unicamp e da FPA se recusaram a enviar o documento.
A Gazeta do Povo, no entanto, obteve o termo de cooperação após solicitação por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A legislação obriga instituições públicas a fornecer documentos oficiais quando solicitados.
Segundo a reportagem, o Termo de Cooperação firmado entre Unicamp e Fundação Perseu Abramo traz uma série de pontos controversos, como por exemplo, de até o momento apenas uma turma ter sido aberta, mas a parceria prevê novos cursos semestrais direcionados a militantes até 2029.
O convênio não deixa claro até onde vai o uso da estrutura pública da Unicamp, constando apenas seis professores da universidade como ministradores do curso.
A Perseu Abramo, no entanto, convidou mais de 30 outros docentes ou ativistas – a grande maioria aliados do Partido dos Trabalhadores – para ministrar aulas.
O termo de cooperação traz uma longa lista de cláusulas de confidencialidade e sigilo.
O documento, entretanto, trata como confidenciais "todos os documentos, dados ou informações técnicas", até croquis, anotações e traduções.
Segundo a Gazeta, na prática, há vedação explícita à divulgação de qualquer informação do curso sem autorização prévia da FPA e da Unicamp. Tal medida blinda o conteúdo do curso de críticas públicas ou fiscalização externa.
Da redação do Portal com informações da Gazeta do Povo
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