Morador de rua é assassinado com golpes de corrente após discussão por copo de suco Foto: Reprodução
Um desentendimento ocorrido em um restaurante comunitário do Distrito Federal resultou na morte de Antônio Fernando Bizerri, pessoa em situação de rua, dias após o incidente inicial.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuou a prisão de Matheus Ferreira da Silva na quinta-feira, 30 de julho, no âmbito da Operação Elo Fatal, conduzida pela 14ª Delegacia de Polícia.
As autoridades policiais continuam as buscas pelo segundo investigado, Vilson Salino de Oliveira Junior, que permanece foragido.
De acordo com a apuração policial, o conflito teve início em uma data anterior ao homicídio, nas dependências do Restaurante Comunitário do Gama. Na ocasião, a vítima realizava uma refeição no local e solicitou um copo a um funcionário.
O pedido gerou um equívoco interpretativo por parte do trabalhador, que compreendeu o ato como uma exigência por uma nova porção da bebida, enquanto a intenção do frequentador era obter apenas um recipiente vazio. A discussão verbal entre as partes encerrou-se com ameaças direcionadas à vítima.
Conforme o inquérito, os investigados retornaram ao estabelecimento posteriormente para concretizar as ameaças, mas foram impedidos de acessar a área interna pelos seguranças do local. Diante disso, os suspeitos aguardaram a saída de Bizerri nas imediações do restaurante.
Assim que a vítima deixou o prédio, foi seguida e abordada a poucos metros de distância. O crime foi cometido com o uso de uma corrente com cadeados, conforme apontaram os registros da investigação.
A dinâmica dos fatos foi documentada por câmeras do sistema de monitoramento DF360. As imagens auxiliaram a polícia na identificação dos envolvidos, na formulação do pedido de prisão preventiva junto ao Ministério Público e na obtenção das ordens judiciais de captura.
Um homem identificado como Joaci Oliveira Santos, de 46 anos, conhecido como “Jubileu”, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Brasília, na terça-feira, 28 de julho, a 18 anos e três dias de reclusão pelo homicídio de uma mulher trans de 33 anos, chamada Juliana da Cruz Costa.
O assassinato ocorreu em dezembro de 2020, após um desentendimento entre o homem e a vítima por causa de uma marmita. Ambos viviam em situação de rua.
Apesar dessa versão, o companheiro de Juliana afirmou que Jubileu não teria gostado da forma como a mulher respondeu após o suspeito ter pedido crack ao casal. Segundo ele, a vítima teria dito que “não era traficante”.
Ao analisar o caso, os integrantes do Tribunal do Júri seguiram o entendimento apresentado pela acusação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
A decisão dos jurados confirmou que houve a prática do delito e que o acusado foi o responsável pelo ato, descartando a possibilidade de absolvição.
Além disso, foram mantidas as qualificadoras indicadas pelo MP: a motivação considerada irrelevante e o uso de uma estratégia que impediu ou limitou a reação da vítima.
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