Caneta de Monjauro. Foto: Divulgação
A farmacêutica Eli Lilly anunciou a antecipação da chegada do Monjauro (tizerpatida) ao Brasil. Segundo a empresa, o mercado estará abastecido com o medicamento até o dia 15 de maio. Antes, a previsão era de 7 de junho.
"A depender do Estado, o produto pode chegar um pouco antes ou depois", informou Felipe Berigo, diretor executivo de negócios de metabolismo da Lilly, em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, 25.
Por ora, só estarão disponíveis canetas nas dosagens de 2,5 e 5 miligramas no País. O medicamento tem outras quatro apresentações - duas de transição, de 7,5 mg e 12,5 mg, e duas terapêuticas, de 10 mg e 15 mg -, que ainda não têm data definida de chegada ao Brasil.
A empresa também anunciou os valores que serão praticados no País. Para uma caixa com quatro canetas, que corresponde a um mês de tratamento, o preço vai variar de R$ 1.406,75 a R$ 2 384,34, considerando a alíquota de 18% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) (leia mais abaixo).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para o Mounjaro no tratamento de diabetes tipo 2 ainda em 2023.
Em outros países, como nos Estados Unidos, ele também é indicado para controle da obesidade, outra doença crônica. A empresa submeteu essa indicação ao crivo da Anvisa e aguarda a decisão.
O uso pode ser feito por adultos, não recomendado para menores de 18 anos.
O Mounjaro terá dois regimes de preço. Um dentro do programa de fidelidade da farmacêutica, o Lilly Melhor Para Você, que tem adesão gratuita - o cadastro pode ser feito neste link -, e outro fora dele.
De acordo com a empresa, os valores do programa de fidelidade valerão para clientes de todos os Estados, independente da alíquota do ICMS praticada.
Via Programa Lilly Melhor Para Você, os valores serão:
Fora do programa, os valores dependerão do ICMS de cada Estado. Considerando a alíquota de 18%, o preço máximo que poderá ser praticado nas farmácias será:
Ele tem como ativo a tirzepatida, substância que, assim como a semaglutida (do Ozempic e do Wegovy), é considerada uma agonista de hormônios do intestino. No entanto, diferente da semaglutida (que mimetiza os efeitos do GLP-1), a molécula do Mounjaro tem ação semelhante à de dois hormônios: o próprio GLP-1 e também o GIP (peptídeo inibidor gástrico).
Dessa forma, a tirzepatida é considerada um duplo agonista. A ação é semelhante à da semaglutida, com controle dos níveis de açúcar no sangue e da saciedade.
No entanto, ao acionar os dois hormônios de uma vez, sua atuação é potencializada. Por isso, nos estudos da Eli Lilly, o Mounjaro se mostrou mais efetivo que o Ozempic na redução do nível de hemoglobina glicada, um parâmetro que indica o controle da diabetes tipo 2.
A aplicação do Mounjaro é semanal e subcutânea, e a dose é progressiva. O tratamento com a tirzepatida deve começar na dosagem de 2,5 mg e passar pelas doses de 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg, até chegar a 15 mg. O uso do remédio deve ser feito com acompanhamento médico e também pode oferecer efeitos colaterais como hipoglicemia, náuseas e incômodos gastrointestinais.
Estadão Conteúdo
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