O ex-presidente brasileiro não conseguiu viajar para a cerimônia porque seu passaporte está retido, e o ministro do Alexandre de Moraes, não autorizou a devolução.
Milei e Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação
Javier Milei, presidente da Argentina, afirmou que a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na posse de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na última segunda-feira, 20 de janeiro, representou uma censura em movimento.
Bolsonaro não conseguiu viajar para a cerimônia porque seu passaporte está retido, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não autorizou a devolução do documento nem sua ida ao país norte-americano.
Em entrevista à CNN Brasil, Milei lamentou a situação, destacando sua insatisfação com o ocorrido.
"Acho lamentável que a liberdade de movimento tenha sido censurada", disse o presidente o argentino.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mostrou irritação na semana passada por ter tido o pedido de devolução de seu passaporte negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Bolsonaro pediu o documento de volta ao ministro para viajar aos Estados Unidos e acompanhar a posse do presidente eleito, Donald Trump, no dia 20, em Washington.
Em entrevista à Revista Oeste na última quinta (16), o ex-presidente afirmou que Trump "tem um carinho" por ele e que o norte-americano "gostaria de apertar a mão" dele, ou não o teria convidado.
Indiciado pela Polícia Federal (PF) por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro ainda disse que os advogados vão recorrer da decisão, mas sabe que as chances de vitória são pequenas.
"Me senti como uma criança recebendo um presente", disse o ex-chefe do Executivo federal para narrar o momento em que foi convidado para a cerimônia. A comunicação foi enviada para o e-mail do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no último dia 8, pela equipe escolhida pelo republicano para organizar o evento.
O fato do convite ter sido feito por um endereço eletrônico desconhecido e sem a programação do evento fez com que Moraes solicitasse mais informações à equipe de advogados de Bolsonaro
A defesa do ex-presidente havia pedido a liberação de seu passaporte, alegando que Bolsonaro foi "honrado ao receber, diretamente do Comitê de Posse Presidencial, convite formal" para participar das solenidades de posse nos EUA.
Nesta quinta-feira, a quatro dias da cerimônia, o ministro Alexandre de Moraes negou a devolução do passaporte, apreendido desde fevereiro de 2024, quando o ex-presidente foi alvo da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
A decisão do ministro segue o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu "interesse público" que justificasse a flexibilização da restrição imposta ao ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro afirmou que a mulher dele, Michelle Bolsonaro, vai representá-lo e receberá "um tratamento bastante especial" devido à "consideração" e à "amizade construída durante dois anos" entre ele e o presidente norte-americano eleito.
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