Oportunidades e estratégias para o uso consciente dos celulares no ambiente escolar
01 de fevereiro de 2025 às 17:20 - Atualizado às 18:42
MEC Foto: Reprodução/TV Globo
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 31 de janeiro, dois guias sobre o uso consciente de celulares nas escolas: um destinado às escolas de todo o país e o outro, às redes de educação.
Essas publicações incentivam as conversas com as equipes dos profissionais de educação e a definição de estratégias para integrar o celular e os tablets ao processo de aprendizagem.
Além disso, os documentos oferecem orientações práticas sobre os desafios, as oportunidades e as estratégias para o uso consciente dos celulares no ambiente escolar. De acordo com o Ministério da Educação, o foco não é de uso pedagógico.
As publicações do MEC foram lançadas após a sanção da Lei nº 15.100/2025, em janeiro deste ano. A nova legislação regulamenta o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais – celulares, smartphones e tablets – durante aulas, recreios e intervalos, em todas as etapas da educação básica.
A exceção não se aplica ao uso pedagógico desses dispositivos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, alerta sobre os danos causados pelo uso excessivo desses equipamentos eletrônicos à aprendizagem e à qualidade de vida dos estudantes. Ele incentiva o uso consciente da tecnologia para fins pedagógicos.
“Não queremos proibir o uso, mas sim proteger nossas crianças, contribuindo para que a escola seja um ambiente de aprendizagem e interação”, explicou o ministro em webinário (videoconferência) transmitido pelo canal do MEC no Youtube nesta sexta-feira.
Os novos materiais disponíveis estão na plataforma MEC RED de recursos educacionais digitais.
O primeiro guia, intitulado “Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso?”, destinado às escolas, pode ser baixado neste link.
Esse documento cita estudos que mostram que a simples presença do celular próximo ao estudante pode impactar níveis de aprendizagem e desenvolvimento de crianças e adolescentes, além de causar transtornos mentais e dependência.
“Na escola, o uso prolongado do celular diminui as oportunidades de interação social entre os estudantes, prejudicando o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais”, diz o guia. Considere também que crianças e adolescentes podem ficar mais expostos a conteúdos inadequados e situações de risco.
O segundo guia – caricatura às redes de ensino de todo o país – está disponível neste link .
Nas páginas, são apresentados exemplos de escolas públicas e particulares brasileiras e de outros países que restringem o uso de celulares nas dependências das unidades de ensino, incluindo os momentos de recreio e de intervalos entre as aulas.
O material digital ainda explica que, com planejamento pedagógico, de forma intencional, o celular pode ser usado como uma ferramenta relevante para ampliar o acesso à educação e enriquecer as práticas de ensino, especialmente em contextos de desigualdade.
“A educação digital e midiática são abordagens estratégicas para garantir que o uso dessas tecnologias não apenas apoie o acesso à educação, mas também desenvolva habilidades críticas, éticas e cidadãs no uso da informação e dos meios digitais”, defende o guia do MEC.
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