Banco Master. (Foto: Divulgação)
A colunista do jornal O Globo Malu Gaspar contou nesta terça-feira, 6 de janeiro que, a partir de conversas com um vereador do PL de Erechim, no Rio Grande do Sul, que denunciou em rede social ter sido procurado por uma empresa para gravar conteúdos a favor do Banco Master, obteve detalhes sobre um caso que tinha como objetivo minar a credibilidade do Banco Central.
“Ele me passou todos os documentos, e os outros influenciadores com os quais eu conversei hoje, que foram procurados por agências digitais oferecendo dinheiro para que todos esses influenciadores, todos com mais de 1 milhão de seguidores, fizessem nas redes uma campanha contra o Banco Central e a favor do discurso do TCU, colocando a atividade do BC sob suspeita, tratando a liquidação como precipitada e ressaltando a decisão do TCU como sendo uma decisão muito importante, que ia revelar segredos do Banco Central", disse a jornalista.
O parlamentar, que tem 1,7 milhão de seguidores no Instagram afirma que recebeu dessa empresa a oferta de uma "boa quantidade de dinheiro", que não aceitou. E que outros influenciadores haviam sido contratados para criticar o BC.
"Ou seja, foram contratadas pessoas, eu tive acesso aos contratos de confidencialidade, pessoas falando em on, não é declaração em off, são pessoas botando a cara para dizer: ‘Fui procurado, recebi uma proposta, não aceitei’ (...) Todo um discurso coordenado, contratado para tirar a credibilidade do Banco Central”, concluiu Malu Gaspar.
O Banco Central decretou no dia 18 de novembro do ano passado, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.
A medida dá fim a um processo acelerado de crescimento do Master, que foi baseado em dois pilares: a captação de recursos pagando a investidores juros muito acima da média do mercado e a compra de ativos com baixa liquidez, como empresas com problemas financeiros, precatórios e direitos creditórios.
Fonte: O Globo
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Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
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