Pernambuco, 12 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Marcha do Orgulho Trans é cancelada pela primeira vez após falta de apoio de patrocinadores

O incentivos de empresas norte-americanas a eventos LGBTQIA+ caíram desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos.

Cami Cardoso

02 de junho de 2026 às 08:58   - Atualizado às 09:20

Marcha do Orgulho Trans é cancelada pela primeira vez após falta de apoio de patrocinadores

Marcha do Orgulho Trans é cancelada pela primeira vez após falta de apoio de patrocinadores Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Marcha do Orgulho Trans, que ocorre anualmente desde 2018 no centro da capital paulista, não vai ocorrer neste ano de 2026.

Em comunicado à imprensa divulgado na última sexta-feira (31), o Instituto SSEX BBOX informou que deixará a organização do evento. 

“A decisão de não mais organizar a Marcha do Orgulho Trans de São Paulo representa um momento decisivo de transformação para a instituição. O cenário da comunidade trans mudou significativamente nos últimos nove anos – e suas necessidades e desejos, assim como os do Instituto [SSEX BBOX], também evoluíram."

O evento era realizado na mesma semana da Parada do Orgulho LGBT+, que neste ano ocorrerá no próximo domingo (7).

No comunicado à imprensa, o Instituto informou ainda que vai abrir inscrições para que outros grupos possam assumir a organização do evento nos próximos anos. 

Veja Também

"Se antes a Marcha ocupava um lugar central e impulsionador, hoje ela coexiste com diversos outros eventos liderados por pessoas trans, igualmente potentes na celebração da nossa comunidade em toda a sua diversidade.”

Patrocínio

Na semana passada, o fundador do SSEX BBOX, Lyon Adryan Ror, disse à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, que o evento enfrentava dificuldades com a diminuição de patrocínios. Segundo ele, incentivos de empresas norte-americanas a eventos LGBTQIA+ caíram desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos.

"Esse ecossistema de investimento e patrocínio ligado às iniciativas LGBTQIA+ mudou consideravelmente nos últimos anos. Isso teve impacto direto em muitas organizações, projetos culturais e iniciativas independentes — e nós não somos diferentes", disse ele à colunista.

A diminuição de patrocínios também atingiu a Parada do Orgulho LGBT+ neste ano. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), Nelson Matias Pereira, disse que houve uma redução de 60% na receita com patrocinadores neste ano, o que afetou não somente a organização da Parada, como também as ações sociais e culturais promovidas pela associação.

“Se você observar, eu vou ter só dois patrocinadores na Parada, e já tivemos seis grandes empresas [patrocinando]. Eu sei que é um ano difícil, é um ano em que a gente vai ter Copa, é um ano político, mas essa redução já vem se desenhando há um tempo”, afirmou Pereira.

Na edição deste ano foram confirmadas as presenças de artistas como Gloria Groove, Pepita, Diego Martins e Melody, entre outros. Alguns dos artistas anunciaram que vão abrir mão de seus cachês para fortalecer a manifestação. 

Com o tema 30 Anos Parada SP: A Rua Convoca, a Urna Confirma, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre mobilização popular, participação política e a permanência da ocupação das ruas como espaço democrático de cidadania, diversidade e visibilidade LGBT+.

Agência Brasil.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

04:15, 12 Out

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Atendimento do INSS.
Auxílio

INSS garante novo benefício a mulheres afastadas do trabalho por violência doméstica

Portaria publicada na sexta-feira (9) dispensa a avaliação médico-pericial para obter o benefício. A decisão judicial que determina o afastamento do trabalho será suficiente

Ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital.
Situação

Jair Bolsonaro teve taquicardia e dificuldade para respirar na última semana, diz boletim médico

O ex-presidente está em prisão domiciliar após ser foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Davi Alcolumbre, presidente do senado
Reunião

Fim da escala 6x1: Alcolumbre, presidente do senado, marca votação da PEC para quarta-feira (15)

O texto estabelece a redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários dos trabalhadores.

mais notícias

+

Newsletter