Para ter acesso às vítimas, Lopes pagava quantias que variavam entre R$ 30 e R$ 100 para familiares. Ele também chegou a pagar aluguéis e deu até um aparelho de TV como presente.
Piloto preso em São Paulo. Foto: Polícia Civil/SP
A Latam anunciou que demitiu Sergio Antônio Lopes, piloto preso na última segunda-feira, 9 de fevereiro, no Aeroporto de Congonhas sob a acusação de comandar uma rede de pedofilia.
No comunicado, a empresa informa que “Sergio Antonio Lopes não faz mais parte do seu quadro de colaboradores”.
“A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, diz o comunicado.
Lopes, de 60 anos de idade, foi detido pela polícia de São Paulo dentro do avião que pilotaria. Na mesma manhã, as autoridades deflagraram a Operação Apertem os Cintos especificamente para capturá-lo.
Por meio de uma investigação que começou há três meses, após a denúncia de uma vítima, a polícia descobriu que o piloto se relacionava com meninas de 8 a 12 anos de idade. Sergio pagava às mães e avós dessas crianças e as levava para motéis, onde as estuprava.
Uma avó, que cedeu três netas para o criminoso, foi presa na operação, assim como a mãe de uma outra garota.
Para ter acesso às vítimas, Lopes pagava quantias que variavam entre R$ 30 e R$ 100. Ele também chegou a pagar aluguéis e deu até um aparelho de TV como presente.
Segundo as investigações, o piloto cometia os crimes há oito anos.
No âmbito das agressões físicas, a polícia detalhou que o investigado utilizava documentos de identidade de pessoas maiores de idade para entrar com as crianças em motéis.
Em um dos casos relatados, o abuso contra uma das vítimas teria começado quando ela possuía apenas 8 anos de idade, estendendo-se até os 12 anos.
Relatos médicos e policiais indicam que as vítimas sofriam violência física; uma das crianças apresentava ferimentos decorrentes de agressões ocorridas na semana anterior à prisão.
Até o momento, dez vítimas foram formalmente identificadas, mas a estimativa é que o número seja significativamente maior, dado que dezenas de outras crianças aparecem em arquivos de fotos e vídeos armazenados no celular do piloto. A maioria dessas vítimas possui idade entre 12 e 13 anos.
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