Lula ao lado de Janja. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado, 22 de fevereiro, a primeira-dama Janja da Silva sobre as críticas que recebe de que se intrometeria no governo.
"Ah, porque a Janja se intromete no governo'. Graças a Deus, eu tenho uma mulher com quem eu converso de política. Graças a Deus ela não é uma pessoa que tem medo de falar com o marido. Lá em casa, foi assim com a Marisa e é assim com ela. Cada uma fala o que quiser, na hora que quiser. Eu não sou obrigado a concordar, mas, se discordar também, tenho que perder alguns debates", concluiu Lula.
Segundo ele, os críticos de seu governo começaram a criticar a primeira-dama com o objetivo de atingi-lo. Em discurso na festa de 45 anos do PT, no Rio, Lula acenou a Janja para que ela siga atuante.
"A Janja agora é a bola da vez. Agora, para me atingir, eles começam a atacar a Janja. E eu digo sempre a ela: você tem duas opções. Ou você para de fazer o que você gosta, eles vão parar de te incomodar, ou você continua falando até eles perceberem que não vão mudar a tua ideologia, não vão mudar o teu pensamento. Isso é uma guerra", disse Lula.
"Portanto, Janja, continue de cabeça erguida, fazendo o que você gosta, não ligue para a oposição", continuou.
A influência de Janja sobre o presidente incomoda aliados do petista e é criticada nos bastidores desde a campanha eleitoral de 2022.
O tema voltou à tona recentemente devido a carta escrita pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay.
No texto, ele afirma que Lula está isolado e capturado, sem conversar com vários políticos.
O conteúdo foi entendido no mundo político como uma crítica a Janja e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pela denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas sob a acusação de tentativa de golpe de Estado.
O petista deu a declaração em discurso no Rio de Janeiro, durante evento de aniversário de 45 anos do PT neste sábado, 22.
O presidente mencionou as hostilidades de políticos de direita contra Moraes e, sem mencionar o caso diretamente, fez uma referência ao processo contra o ministro na Justiça dos Estados Unidos.
A ação foi iniciada pela plataforma digital Rumble e por uma empresa de mídia ligada a Donald Trump, presidente dos EUA.
"Ninguém, nem esses produtores das plataformas que pensam que mandam no mundo, ninguém vai fazer com que a gente mude de rumo nesse País. Não adianta ameaçar pela Justiça, não adianta perseguir o Alexandre de Moraes. Nós precisamos dar os parabéns ao Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República pela denúncia contra os golpistas", disse Lula.
"E eles agora estão pedindo anistia. Nem foram condenados e já querem ser anistiados. Eles deveriam estar pedidos é inocência, não anistia. Eles vão ser julgados, se tiverem culpa, vão ser condenados. E, aí sim, eles vão ter que amargar o gosto das coisas que eles fizeram com muita gente inocente", declarou o presidente brasileiro.
Estadão Conteúdo
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