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Governo estuda antecipar 13º do INSS para abril e maio de 2026

Medida pode beneficiar 35 milhões de segurados e injetar quase R$ 80 bilhões na economia.

Pollyana Leite

02 de março de 2026 às 00:05   - Atualizado em 03 de março de 2026 às 00:08

Governo avalia antecipação do 13º salário para milhões de beneficiários do INSS.

Governo avalia antecipação do 13º salário para milhões de beneficiários do INSS. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Governo Federal avalia antecipar o pagamento do 13º salário do INSS em 2026 para os meses de abril e maio. A medida ainda depende de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a proposta já está em análise interna.

A equipe econômica trabalha com um cronograma semelhante ao adotado nos últimos anos. A antecipação pode beneficiar cerca de 35 milhões de aposentados, pensionistas e demais segurados da Previdência Social. O governo estima que a medida pode injetar quase R$ 80 bilhões na economia.

Pelo calendário que está em estudo, o governo pretende depositar a primeira parcela entre os dias 24 de abril e 8 de maio de 2026. A segunda parcela deve cair nas contas entre 25 de maio e 8 de junho. O governo ainda não publicou o calendário oficial, e os pagamentos só ganham validade após a assinatura e divulgação do decreto presidencial.

A antecipação do 13º salário do INSS se tornou prática nos últimos anos. O governo tem concentrado o pagamento no primeiro semestre como forma de reforçar o orçamento das famílias e estimular a atividade econômica. O dinheiro circula rapidamente no comércio e nos serviços, especialmente nas cidades menores, onde muitos moradores dependem do benefício.

Milhões de brasileiros aguardam a definição oficial. O 13º salário representa um reforço importante no orçamento doméstico. Muitos beneficiários utilizam o valor para pagar contas básicas, como água, luz e alimentação. Outros aproveitam o recurso para quitar dívidas, comprar medicamentos ou organizar despesas acumuladas.

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Recebem o abono anual os beneficiários de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. O pagamento segue as regras tradicionais do décimo terceiro. O governo divide o valor em duas parcelas. A primeira parcela costuma ser paga sem desconto de Imposto de Renda. A segunda parcela pode ter descontos, conforme a renda do segurado.

O calendário oficial costuma organizar os depósitos de acordo com o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. Essa divisão evita filas e garante que os pagamentos ocorram de forma escalonada ao longo dos dias previstos.

A estimativa de impacto de quase R$ 80 bilhões mostra o peso da medida na economia nacional. O valor alcança diferentes setores, desde supermercados até farmácias e pequenos comércios. O pagamento antecipado também ajuda a manter o fluxo de consumo em um período que antecede o meio do ano.

O governo ainda precisa confirmar oficialmente as datas. A publicação do decreto definirá o cronograma final e dará segurança jurídica ao pagamento. Até lá, aposentados e pensionistas acompanham as atualizações pelos canais oficiais e aguardam a formalização da antecipação do 13º salário do INSS em 2026.

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