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Governo Central fecha novembro com déficit de R$ 20,2 bilhões, acima do esperado

Resultado foi pressionado pela queda de receitas e aumento das despesas, principalmente na Previdência e na Saúde.

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29 de dezembro de 2025 às 18:37   - Atualizado às 18:41

Fernando Haddad com Máscara de Lula

Fernando Haddad com Máscara de Lula Foto: Divulgação

As contas do Governo Central encerraram o mês de novembro de 2025 com um déficit primário de R$ 20,2 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado foi pior do que o esperado pelo mercado, que projetava um déficit menor para o período.

No mesmo mês de 2024, o resultado também havia sido negativo, mas em valor significativamente inferior. O desempenho reforça os desafios fiscais enfrentados pelo governo ao longo de 2025, especialmente diante do crescimento das despesas obrigatórias.

Resultado ficou acima das projeções

De acordo com o Tesouro, o déficit registrado em novembro superou a mediana das estimativas do mercado, que apontava um resultado negativo menor. Apesar disso, o desempenho conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi positivo, com superávit no mês.

O principal fator de pressão veio da Previdência Social, que apresentou déficit expressivo, superando a marca de R$ 21 bilhões. Esse resultado foi determinante para o saldo negativo das contas públicas no período.

Queda de receitas pesou no resultado

A redução da receita líquida foi um dos principais motivos para o aumento do déficit em novembro. Houve queda significativa nas chamadas receitas não administradas, especialmente em dividendos, concessões e outras fontes extraordinárias.

Mesmo com um desempenho mais favorável da arrecadação tributária, a retração dessas receitas acabou comprometendo o resultado final do mês.

Despesas continuam em alta

Do lado das despesas, o Tesouro apontou crescimento real dos gastos primários, com destaque para as despesas discricionárias do Poder Executivo, principalmente na área da saúde, e para os benefícios previdenciários.

O aumento dos gastos com a Previdência foi impulsionado tanto pelo crescimento do número de beneficiários quanto pelos reajustes reais do salário mínimo, que têm impacto direto sobre aposentadorias e pensões.

Alguns fatores ajudaram a conter o déficit

Apesar da pressão sobre as contas públicas, alguns itens contribuíram para reduzir o ritmo de crescimento das despesas. Entre eles, a diminuição dos gastos com programas sociais de controle de fluxo e a ausência de créditos extraordinários relacionados a situações emergenciais registradas no ano anterior.

Acumulado do ano segue negativo

No acumulado de janeiro a novembro, o déficit primário do Governo Central chegou a R$ 83,8 bilhões, valor superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O resultado reflete o desequilíbrio persistente entre receitas e despesas, especialmente devido ao rombo previdenciário.

O Tesouro destacou que, apesar do crescimento real da arrecadação ao longo do ano, as despesas avançaram em ritmo mais acelerado, mantendo pressão sobre as contas públicas.

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