Governador Romeu Zema mobiliza presos para limpeza de áreas afetadas por chuvas em MG Foto: Reprodução
Romeu Zema, governador de Minas Gerais, determinou a mobilização de detentos do sistema prisional do estado para atuar na limpeza de ruas, retirada de entulhos e reconstrução de estruturas públicas em municípios afetados pelas fortes chuvas.
A medida integra um plano emergencial que visa acelerar a recuperação das áreas mais prejudicadas, principalmente na Zona da Mata e na Região Metropolitana, onde ocorreram alagamentos, deslizamentos e milhares de desalojados.
Segundo o governo, a participação dos detentos é voluntária, prevista na Lei de Execução Penal, e tem como objetivos contribuir para a reconstrução das cidades, promover ressocialização e possibilitar remição de pena aos presos que participarem.
"Nesse momento o que nós precisamos é arregaçar as mangas e limpar a cidade e estar aí contando os prejuízos. O governo vai mandar detentos aqui para Ubá para estar ajudando essas pessoas, já que as ruas aqui estão todas sujas de lama. E depois vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que elas tenham o mínimo de dignidade."
Apesar disso, a iniciativa recebeu críticas de setores da esquerda e de entidades de direitos humanos, que questionam as condições de trabalho e alertam para possíveis casos de exploração da mão de obra carcerária.
Autoridades estaduais, no entanto, reforçam que todas as atividades serão supervisionadas e que os detentos receberão treinamento adequado, garantindo segurança e cumprimento da legislação.
O plano emergencial também busca agilizar a restauração de serviços essenciais e reduzir os impactos das chuvas sobre a população local.
Com a participação dos presos, o governo pretende acelerar a limpeza de ruas, reconstrução de vias e recuperação de espaços públicos, permitindo que os municípios afetados retomem suas atividades de forma mais rápida e segura.
Os deslizamentos e enchentes causados pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata Mineira desde segunda (23) deixaram 64 mortos, dos quais 58 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) na manhã desta sexta-feira, 27 de fevereiro.
Ainda existem três desaparecidos em Juiz de Fora e dois em Ubá.
Em Juiz de Fora, os bombeiros estão mobilizados em três frentes de trabalho: bairros Paineiras, JK (Comunidade Parque Burnier) e Linhares. Nesta quinta-feira (26), houve um novo deslizamento, que atingiu três casas, no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com o registro de uma vítima desaparecida.
Segundo a prefeitura de Juiz de Fora, há cerca de 4,2 mil desabrigados e desalojados e foram registradas 1.696 ocorrências pela Defesa Civil desde a última segunda-feira.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até às 23h59 desta sexta-feira na zona da mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60-100 km/h). Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
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Para o Itamaraty, a negociação é o único caminho viável para a paz, "posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região".
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