Lula em entrevista a Band Foto Montagem/Portal de Prefeitura/ Band
Os gastos com publicidade digital do governo Lula alcançaram um patamar inédito em 2025 e chamaram a atenção de analistas, órgãos de controle e do meio político. Dados oficiais mostram que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) executou R$ 129,6 milhões em anúncios na internet, o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 2009.
O montante representa uma mudança significativa na estratégia de comunicação institucional do governo federal, que passou a concentrar grande parte dos recursos em plataformas digitais, como redes sociais, buscadores e serviços de vídeo sob demanda.
O avanço dos gastos se torna ainda mais evidente quando analisada a evolução recente. Em 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os investimentos em anúncios online somaram R$ 47 milhões. Em 2024, houve queda para R$ 42 milhões, mas o cenário mudou drasticamente em 2025, quando os valores praticamente triplicaram.
Somados, os três anos da atual gestão acumulam R$ 219 milhões em publicidade digital, mais do que o dobro do que foi gasto durante todo o governo Jair Bolsonaro, que destinou cerca de R$ 93 milhões ao mesmo tipo de publicidade ao longo de quatro anos.
Os recursos foram direcionados majoritariamente às grandes plataformas de tecnologia, conhecidas como big techs. Entre as empresas que mais receberam verbas da Secom estão Google e Meta (controladora de Facebook, Instagram e Threads), que juntos concentraram mais da metade do total investido.
Outras plataformas como Kwai e TikTok também figuram entre as principais destinatárias, refletindo o foco do governo em ampliar o alcance da comunicação em ambientes de alto engajamento digital. Veículos tradicionais com forte presença online, como Globo, Record e UOL, também aparecem na lista dos maiores recebedores.
A aceleração dos gastos coincidiu com a mudança no comando da Secom. Em janeiro de 2025, o publicitário Sidônio Palmeira assumiu o ministério no lugar de Paulo Pimenta, em um contexto de busca por maior presença do governo nas redes sociais e fortalecimento da comunicação institucional no ambiente digital.
Desde então, a Secom passou a adotar uma estratégia mais agressiva de impulsionamento de conteúdo, com o argumento de que a população migrou de forma definitiva para a internet como principal fonte de informação.
Em nota oficial, a Secom afirmou que a distribuição da verba segue critérios técnicos, como alcance, perfil do público e hábitos de consumo de informação. Segundo o órgão, o aumento dos investimentos busca garantir o acesso da população a informações sobre serviços públicos, direitos sociais e políticas governamentais.
A secretaria também destacou que os dados consideram apenas despesas classificadas como publicidade em internet, não incluindo investimentos em rádio, televisão ou outros meios tradicionais.
Apesar das justificativas oficiais, o recorde de gastos reacendeu o debate sobre limites da publicidade institucional, especialmente em um ambiente digital marcado por forte influência política e proximidade com o calendário eleitoral.
O caso reforça um dilema central da comunicação pública no Brasil: como informar a população de forma ampla e eficiente sem que a publicidade estatal seja interpretada como promoção política, sobretudo em tempos de redes sociais e algoritmos.
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As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
O show acontece no Classic Hall, que é a maior casa de show da América Latina.
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