Em mandatos anteriores, o presidente participou em três edições: 2003, 2005 e 2007. Além disso, nenhum membro da equipe econômica brasileira marcou presença no evento.
Lula sentado e ministro do STF, Roberto Barroso, com representantes em Davos. Fotos: Ricardo Stuckert e STF/Divulgação. Arte: Portal de Prefeitura
Nesta sexta-feira, 24 de janeiro, termina a 55ª edição do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, nos Alpes Suíços. O evento começou na última segunda (20) e, pelo terceiro ano consecutivo, contou com uma participação limitada do Brasil. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, optaram por não comparecer ao encontro, deixando em aberto a presença de um representante de destaque do governo brasileiro.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, inicialmente apontado como possível representante oficial, não confirmou sua participação após a reunião ministerial com o presidente Lula. Ele estava programado para discursar no painel "Brasil: Mais ações pela frente?", que ocorreu na terça (23).
O painel contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Barroso abordou o tema do uso e da regulamentação da inteligência artificial.
Este é o terceiro ano consecutivo em que Lula se ausenta do Fórum de Davos. Em mandatos anteriores, ele participou em três edições: 2003, 2005 e 2007. Além disso, nenhum membro da equipe econômica brasileira marcou presença no evento, que reuniu líderes globais, ministros, CEOs e economistas de diversos países.
Entre os executivos brasileiros que participaram da edição deste ano estão o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, e o CEO da Vale, Gustavo Pimenta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve coordenar uma reunião nesta sexta-feira, 24 de janeiro, com ministros para discutir formas de baixar o preço dos alimentos no país. O tema ganhou centralidade no governo essa semana, quando o próprio presidente afirmou, em reunião ministerial, que esta é a prioridade da gestão em 2025.
A informação sobre a reunião foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Texeira, após participar, na tarde desta quinta-feira (23), no Palácio do Planalto, de um encontro preparatório que contou com a participação dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Carlos Fávaro (Agricultura), além de representantes do Ministério da Fazenda.
A expectativa é que Lula analise possíveis medidas que contribuam para conter a inflação de alimentos. Questionado por jornalistas sobre uma proposta apresentada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), para flexibilizar a validade de alimentos, Paulo Teixeira afirmou que a iniciativa "está fora de cogitação".
De acordo com a Abras, a sugestão é inserir o modelo "best before", que do inglês quer dizer que o consumo deve ser "de preferência antes de", o que, na prática, permite que mercados mantenham produtos nas prateleiras por mais tempo. A entidade empresarial também apresentou sugestões de mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), a permissão da venda de remédios sem receita em supermercados e a redução do prazo de reembolso dos cartões de crédito.
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, disse, na quarta-feira, 22 de janeiro, que o governo espera uma redução no preço dos alimentos a partir de uma safra maior este ano.
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