Drone Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O Exército brasileiro lançou uma consulta pública para avaliar o mercado nacional e internacional em busca de drones aéreos com capacidade ofensiva.
De acordo com o edital, os equipamentos devem ser capazes de disparar "míssil ou foguete guiado por laser ou imagem com alcance mínimo de 4 mil metros e lançamento de bombas ou granadas não guiadas".
A intenção do Exército é adquirir três aeronaves desse tipo, que deverão operar em temperaturas entre -10°C e 50°C, possuir alcance mínimo de 300 km e ter capacidade para sobrevoar uma área de interesse por até 48 horas.
Além disso, os drones precisam ser capazes de transportar quatro foguetes ou dois mísseis guiados, atingir uma altitude de até 5,4 mil metros e realizar interferências eletromagnéticas em sistemas de comunicação a pelo menos 10 km de distância.
O edital permanecerá aberto até 4 de agosto e faz parte de um esforço do Exército para modernizar suas operações aéreas, ampliando a capacidade de vigilância e defesa do território nacional.
Caso a aquisição se concretize, esses não serão os primeiros drones armados a integrar a frota militar brasileira.
As Forças Armadas já planejam equipar com mísseis as aeronaves Nauru, fabricadas pela empresa brasileira XMOBOTS.
Em maio do ano passado, 21 militares concluíram um treinamento de nove meses para operar esses drones, desenvolvidos sob encomenda do Exército para missões de vigilância e defesa em áreas de fronteira.
A previsão é que até 2027 as aeronaves já estejam operando com armamentos.
O sistema Nauru conta com três drones, operados a partir de uma base móvel instalada em um contêiner.
Com peso máximo de decolagem de 150 kg, as aeronaves possuem autonomia de até 10 horas de voo e utilizam propulsão híbrida (combustão e eletricidade). Cada unidade tem 7,7 metros de envergadura, 2,9 metros de comprimento e pode atingir até 110 km/h.
O desenvolvimento de uma versão armada do Nauru está sendo feito em parceria com a MBDA, fabricante europeia de mísseis.
Em maio de 2022, a XMOBOTS e a MBDA assinaram um memorando de entendimento para equipar o drone com mísseis Enforcer, descritos como um "sistema de armas leves guiadas de nova geração".
Pesando cerca de 7 kg, esses mísseis são projetados para atingir "alvos leves" e "ligeiramente blindados", incluindo veículos em movimento.
O primeiro drone Nauru foi entregue ao Exército brasileiro durante uma cerimônia no hangar do 2º Batalhão de Aviação do Exército, em Taubaté (SP).
No evento, o então comandante militar do Sudeste e atual Comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, celebrou a incorporação do novo equipamento à frota militar.
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