Ex-comandante da FAAB. Foto: Divulgação
Na última terça-feira, 15 de julho, o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos Baptista Júnior, prestou depoimento em Brasília como testemunha em uma das investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Durante a audiência, Baptista afirmou que o relatório elaborado pelo Instituto Voto Legal (IVL), a pedido do Partido Liberal (PL), estava incorreto por causa de um erro técnico e não comprovava qualquer tipo de fraude nas urnas eletrônicas.
Segundo o brigadeiro, o documento foi entregue pessoalmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que o repassou para análise do Ministério da Defesa. O relatório foi encaminhado a um coronel da equipe técnica da pasta, com experiência em fiscalização eleitoral.
A apuração concluiu que as inconsistências identificadas no relatório se deviam a um erro de programação no aplicativo utilizado pelo IVL para processar os dados.
Apesar das falhas apontadas, o documento serviu de base para a disseminação de desinformação, conforme revelou o núcleo 4 da PGR, responsável por investigar o envolvimento de civis e militares na tentativa de subverter o resultado eleitoral.
Baptista relatou ainda que entrou em contato com o presidente do IVL, Carlos Rocha, em novembro de 2022, para alertar sobre o problema. Durante a ligação, feita em viva-voz na presença de outros comandantes militares e do então ministro da Defesa, ele afirmou: “isso é um erro, não significa que é uma fraude. O problema é partir de um erro desse aplicativo e chegar à conclusão de que existe uma fraude, e não tem fraude.”
O ex-comandante disse que o relatório estava “mal escrito” e repleto de falhas técnicas. Segundo ele, Rocha não contestou as críticas nem chegou a mencionar a existência de fraude nas urnas.
Baptista afirmou também que o documento analisado era apenas um rascunho, sem assinatura. Já a versão final do relatório, apresentada publicamente pelo PL em uma live no dia 22 de novembro de 2022, nunca chegou às suas mãos.
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Com histórico de saúde considerado frágil, o ex-presidente tem direito a acompanhamento médico, sessões de fisioterapia e autorização para transferência a uma unidade hospitalar em caso de urgência.
Segundo o levantamento, são mais de 56 mil profissionais, comparados com os 38 mil registrados em 2023 e 42 mil, em 2024.
A data é móvel e varia a cada ano, pois depende do calendário litúrgico cristão, que por sua vez é definido a partir do cálculo da Páscoa.
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