A descoberta ocorreu quando uma aluna decidiu verificar um equipamento instalado na parede do banheiro que emitia uma luz vermelha.
21 de outubro de 2026 às 08:14 - Atualizado às 08:19
Estudantes encontram câmera em banheiro de escola cívico-militar no Paraná e cobram explicações. Fotos: Reprodução
Alunas do Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no Norte do Paraná, encontraram uma câmera instalada no banheiro feminino da instituição e cobraram explicações da direção. O caso veio à tona na segunda-feira, 19 de outubro, e, na terça-feira, 20 de outubro, estudantes realizaram um protesto na entrada da escola.
A descoberta ocorreu quando uma aluna decidiu verificar um equipamento instalado na parede do banheiro que emitia uma luz vermelha. Ao observar o dispositivo mais de perto, ela identificou uma câmera por trás da cobertura plástica. Outro estudante fotografou o sistema de monitoramento da escola e registrou imagens que, segundo o relato, mostravam as cabines e os espelhos do ambiente.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, as alunas tinham conhecimento da existência de um equipamento no local havia cerca de três anos. Na época, conforme os relatos registrados, a direção teria informado que se tratava de um sensor de fumaça, utilizado para evitar que estudantes fumassem no banheiro.
As estudantes também relataram que utilizaram recentemente a área comum do banheiro e trocaram de roupa no espaço antes de uma sessão de fotografias. No boletim, elas apontaram a preocupação de que seus corpos e sua nudez pudessem ter sido registrados sem consentimento.
Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, uma das alunas afirmou que a escola não havia informado sobre a presença das câmeras e que os responsáveis pelos estudantes não assinaram autorização para a captação de imagens naquele ambiente.
“Eu me senti invadida, porque é o meu corpo que estavam vendo. Eu mesma já troquei de roupa diversas vezes no banheiro. Para a gente, é assustador porque eram homens que viam as câmeras, estavam na sala dos militares”, relatou a estudante.
Em posicionamento sobre o caso, o Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo confirmou a instalação dos equipamentos, mas negou que as câmeras registrassem imagens do interior das cabines ou dos espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes.
Segundo a direção, os dispositivos estavam voltados para as portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, com a finalidade de monitorar os acessos e contribuir para a segurança da comunidade escolar.
A instituição também afirmou que um estudante entrou sem autorização na sala de monitoramento utilizada pela equipe militar e acessou o computador onde o sistema era acompanhado. As circunstâncias do acesso e da divulgação das imagens, conforme a escola, serão apuradas.
A direção informou ainda que houve retirada forçada dos equipamentos dos acessos aos banheiros e classificou a ação como vandalismo. A instituição declarou que adotará medidas administrativas e fará os encaminhamentos necessários aos órgãos competentes.
A Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed-PR) informou que os equipamentos foram retirados e que não há imagens armazenadas neles. O órgão também comunicou que enviará uma equipe à escola para verificar a situação.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR), por sua vez, instaurou um inquérito policial para investigar o caso. Até as informações divulgadas no relato original, a corporação informou que realizava diligências para apurar os fatos.
O caso envolve versões distintas sobre o direcionamento das câmeras e as imagens que poderiam ter sido captadas. Enquanto estudantes relatam preocupação com a privacidade, a direção sustenta que os dispositivos monitoravam apenas os acessos aos banheiros. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da instalação e do funcionamento dos equipamentos.
Prezados pais e responsáveis,
Circulou em alguns grupos uma imagem do sistema de monitoramento do colégio.
Esclarecemos que as câmeras mencionadas estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes. Sua finalidade era acompanhar os acessos e contribuir para a segurança escolar.
Conforme as informações levantadas pela direção até o momento, um estudante entrou sem autorização na sala dos monitores militares e acessou o computador utilizado pela equipe, registrando a imagem posteriormente compartilhada. As circunstâncias desse acesso e da divulgação serão apuradas, preservando-se a identidade dos envolvidos.
Também foram registrados, nesta data, atos de vandalismo, com a retirada à força das câmeras dos acessos aos banheiros. O colégio adotará as medidas administrativas cabíveis e os encaminhamentos necessários aos órgãos competentes, assegurando a apuração dos fatos e a escuta dos envolvidos.
Reafirmamos nosso compromisso com a segurança, a dignidade e a privacidade dos estudantes. O monitoramento de salas de aula, corredores e acessos integra as medidas de proteção do ambiente escolar e deve respeitar esses direitos.
Pedimos às famílias que busquem esclarecimentos diretamente com a direção e evitem compartilhar imagens de segurança ou informações sem verificar seu contexto. Contamos com a parceria de todos na orientação dos estudantes sobre o respeito aos espaços de acesso restrito, aos equipamentos e ao patrimônio público.
2
3
09:18, 21 Out
29
°c
Fonte: OpenWeather
Quatro ações civis foram ajuizadas com base na Lei Antifacção para recuperar patrimônio relacionado a crimes como tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
Entre as principais ocorrências registradas no país estão lesão corporal e ameaça.
Além dos pagamentos, o órgão afirma que tem ampliado ações de orientação para ajudar contribuintes a resolver pendências e regularizar sua situação.
mais notícias
+