Câmera encontrada dentro de banheiro de escola. (Foto: Arquivo Pessoal)
A diretora de uma escola estadual de Botucatu, no interior de São Paulo, foi afastada após os pais dos estudantes denunciarem a presença de uma câmera dentro de um dos banheiros da unidade educacional. O caso aconteceu na última quarta-feira, 12 de novembro, na Escola Estadual Francisco Guedelha.
A Guarda Civil Municipal foi acionada, mas não conseguiu entrar na unidade por conta da realização de uma "prova a nível estadual" no momento da abordagem, informou o comandante da guarda, Weber Pimentel, ao Estadão. Na última quarta, foi aplicado o Provão Paulista para estudantes do 2° ano do Ensino Médio.
"Diante dos fatos, o caso foi apresentado na Delegacia de Polícia para as devidas investigações", acrescentou o comandante da guarda.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP) informa que o 1º Distrito Policial de Botucatu investiga o teor da denúncia. Segundo pais de estudantes, os equipamentos teriam sido colocados a pedido da diretora da unidade, informou a pasta
"A perícia foi requisitada para o local dos fatos. As diligências para esclarecer o caso estão em andamento, e mais detalhes não serão divulgados por envolver menores de idade", completou a SSP-SP.
Em nota, a Secretaria da Educação do governo paulista (Seduc-SP) informou que a câmera não estava funcionando e que a diretora já foi afastada após uma apuração preliminar. A identidade dela não foi informada e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa.
"Um supervisor da Unidade Regional de Ensino de Botucatu está acompanhando o caso", informou a secretaria. "A Seduc-SP reforça que a instalação de câmeras em banheiros não faz parte das diretrizes da pasta, em nenhuma circunstância", acrescentou.
A reportagem apurou que a diretora teria colocado a câmera para inibir atos de vandalismo no banheiro, mas que o dispositivo não estava operante e continha apenas o seu revestimento. Os pais de alguns alunos, porém, descobriram e denunciaram o caso.
Estadão Conteúdo
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