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Delegado PRESO por envolvimento com o PCC foi exposto por DELATOR assassinado em aeroporto

Gritzbach, que colaborava com as autoridades, havia acusado o agente de extorsão.

Everthon Santos

17 de dezembro de 2024 às 10:14   - Atualizado às 10:14

Delegado Fábio Baesa.

Delegado Fábio Baesa. Foto: Divulgação

O delegado Fabio Baena, preso nesta terça-feira, 17 de dezembro, por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi exposto por um delator assassinado em circunstâncias que ainda são investigadas.

A prisão do delegado faz parte de uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Além de Baena, três policiais civis e outras duas pessoas também foram detidas, enquanto dois suspeitos permanecem foragidos.

O nome de Baena surgiu após a delação premiada de Vinícius Gritzbach, morto a tiros no dia 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Gritzbach, que colaborava com as autoridades, havia acusado o delegado de extorsão em uma investigação comandada pelo próprio Baena. Na época, o delator era apontado como mandante do assassinato de dois integrantes do PCC, situação que teria sido usada para pressionar ele financeiramente.

As investigações atuais revelam que o esquema criminoso era amplo e envolvia a manipulação de informações sigilosas, venda de proteção ao PCC e facilitação da lavagem de dinheiro da facção por meio de imóveis adquiridos com intermediários e empresas de fachada. Policiais civis, incluindo Baena, são suspeitos de desviar bens apreendidos e colaborar com a organização criminosa em troca de vantagens financeiras.

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Entenda o caso 

Uma operação conjunta entre a PF e o Gaeco do MP-SP resultou, nesta terça-feira, 17 de dezembro, na prisão de um delegado e três policiais civis acusados de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Outras duas pessoas também foram detidas, enquanto dois investigados, incluindo um policial civil, seguem foragidos.

De acordo com as investigações, os agentes públicos são suspeitos de integrar um esquema criminoso que envolvia a manipulação de informações sigilosas, venda de proteção a membros do PCC e favorecimento à lavagem de dinheiro da facção.

O esquema teria como um dos pilares o desvio de bens apreendidos e a aquisição de imóveis por meio de intermediários ou empresas de fachada.

As apurações apontam ainda que os policiais garantiam proteção aos criminosos ao vazar informações de investigações em andamento e colaborar diretamente com as atividades ilegais do grupo.

A Justiça determinou a prisão temporária dos investigados, além de realizar buscas e apreensões em endereços ligados ao esquema. Outras medidas cautelares, como o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, também foram decretadas.

Um dos principais alvos da operação é o delegado Fabio Baena, preso após ter sido mencionado pelo delator Vinícius Gritzbach em uma colaboração premiada. Gritzbach, que foi assassinado em 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, acusava Baena de extorsão. Na ocasião, o delegado comandava uma investigação em que o delator era apontado como responsável pela morte de dois integrantes do PCC.

A operação é fruto do cruzamento de várias investigações relacionadas à facção criminosa, incluindo a execução do delator, que teria exposto detalhes comprometedoras sobre as relações entre autoridades policiais e o PCC.

Segundo o MP-SP, há indícios robustos de que o esquema criminoso envolvia a corrupção de agentes públicos para facilitar operações de lavagem de dinheiro e proteger atividades ilícitas.

Os detidos, conforme o nível de participação nos crimes, devem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais. As penas, somadas, podem chegar a 30 anos de prisão. A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo também acompanha o caso, buscando responsabilizar os agentes envolvidos.

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