Datafolha aponta que 41% dos brasileiros convivem com o crime organizado nos bairros onde moram Foto: Reprodução
De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Datafolha em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgado no último domingo 10 de maio, e feita entre abril e maio de 2026, o Brasil enfrenta um cenário alarmante na área da segurança pública.
A pesquisa ouviu 2.007 pessoas em 130 municípios de todas as regiões do país e revelou que 41% dos entrevistados afirmam conviver diariamente com o crime organizado nos bairros e municípios onde moram. Esse percentual é igual a cerca de 68,7 milhões de pessoas considerando as estimativas de população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa focou na percepção da população sobre o domínio territorial das facções e milicias criminosas nos bairros brasileiros. Foram ouvidas pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 10 de março. O nível de confiança ficou em 95% e a margem de erro é de dois pontos para mais e para menos.
Com o título "Os gatilhos da insegurança", a pesquisa revelou que 51% dos entrevistados disseram que não existem esses problemas na sua região. E uma pequena parcela de pessoas com apenas 7% não souberam responder a respeito dessa questão. Outra parte da pesquisa mostra um número aproximado de 42 milhões de pessoas que vivem em locais onde o crime é percebido como um autor regulador da vida cotidiana, indo além da violência armada e alcançando atividades econômicas e comportamentos sociais.
Entre as 42 milhões de pessoas que estão em contextos onde o crime é observado como uma força que toma conta da vida das pessoas, cerca de 12,5% se sentem obrigados a contratar serviços como água, energia ou internet que são indicados pelos criminosos. Além de relatar a presença de barricadas ou obstáculos que impedem a livre circulação de veículos e serviços públicos (como ambulâncias e coleta de lixo).
Cerca de 35% dos entrevistados afirmaram também que facções e milícias interferem diretamente nas regras de convivência e no comportamento dos moradores dos bairros onde atuam. Em muitos casos, o medo altera hábitos simples do cotidiano, como mudar trajetos, evitar sair à noite e até deixar de circular com objetos de valor.
Nas capitais o sentimento de restrição é mais agudo, onde a percepção do crime atinge 56% dos moradores. Esse dado mostra que, nas metrópoles, o controle territorial deixou de ser uma exceção para se tornar a regra para a maioria da população.
1
2
4
09:27, 13 Set
27
°c
Fonte: OpenWeather
Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal.
mais notícias
+