Cravinhos, um dos condenados pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, em 2002, sofreu um acidente de moto na última terça-feira, 11 de novembro.
Cristian Cravinhos diz ter ficado com medo de ser preso novamente em abordagem da PM após acidente Fotos: Reprodução
O ex-presidiário Cristian Cravinhos, um dos condenados pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, em 2002, sofreu um acidente de moto na Zona Sul de São Paulo, na terça-feira, 11de novembro. Aos 49 anos, ele cumpre pena em regime aberto e deve completar 50 anos no próximo dia 21.
O acidente ocorreu no bairro do Campo Belo, quando Cravinhos pilotava uma Yamaha Factor DX prata, modelo 2025. Segundo ele, um carro atravessou a preferencial no cruzamento das ruas Jesuíno Maciel e Cristóvão Pereira, um ponto sem sinalização, e acabou atingindo sua moto.
“Não tive tempo nem de frear. Joguei a moto para o lado e bati de frente. O farol esquerdo do carro entrou na minha cara”, relatou. O impacto quebrou a viseira do capacete e provocou cortes profundos na cabeça e no rosto. “Foram doze pontos na cabeça e três no rosto”, disse.
Mesmo com os ferimentos, Cravinhos conseguiu retornar para casa, onde se recupera. Ele contou que ainda sente dores fortes, mas que o quadro não é grave. A motocicleta teve danos no tanque e nas carenagens, mas não foi perda total. O motorista envolvido, um jovem de 22 anos, assumiu a culpa no local por ter avançado a preferencial.
Uma viatura da Polícia Militar esteve no local para atender a ocorrência. Por estar em regime aberto, Cristian teve seus documentos e situação penal verificados. Ele afirmou que os agentes foram respeitosos durante a abordagem.
“Os policiais foram educados e corretos. Nem parecia que eu estava no Brasil”, ironizou. “Mas fiquei apavorado. Já passei por isso e sei que qualquer coisa errada pode me mandar de volta pra cadeia.”
A apreensão de Cravinhos tem relação com um episódio ocorrido em 2018, quando ele foi preso em Sorocaba (SP) por tentar subornar policiais durante uma abordagem. Naquele momento, ele violava as condições do regime aberto e acabou voltando à prisão por mais quatro anos.
Atualmente, ele segue em liberdade, cumprindo as restrições impostas pela Justiça e tentando retomar a rotina após o novo acidente.
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